Biblioteca Epiphanio Doria lança exposição fotográfica “No Olho do Gavião” – Uma viagem pela memória fotográfica local

Os estagiários de audiovisual da Biblioteca Pública Epiphanio Dória, Douglas Barros e Kiria Moreno, lançaram nessa quinta-feira, 26, a exposição fotográfica “No Olho do Gavião”, na qual eles, caminhando entre livros, memórias e histórias, depararam-se com obras fotográficas espalhadas pelo acervo de Obras Raras. Percebendo imediatamente a riqueza do material encontrado, passaram a organizar e preservar sua existência. Marcadas pelo tempo, as fotografias contam por si sós o passado ao qual pertenceram e os personagens ali registrados, impactando de imediato os observadores do presente. Obras que viajaram por todo o mundo ou que simplesmente registraram momentos cotidianos da região agora têm uma nova oportunidade de serem apreciadas com suas histórias, eternizando-as em novos olhares curiosos. A exposição, que fica em exibição no Hall da BPED até o dia 15 de setembro, é composta de 10 obras autorais, oito fotografias retiradas das Obras Raras e 24 fotogramas também encontradas na biblioteca.

 

Segundo Douglas Barros, estudante de Cinema e Audiovisual da Universidade Federal de Sergipe, a ideia surgiu primeiramente devido ao dia mundial da fotografia, que foi comemorado em 19 de agosto. “Queríamos celebrar essa data produzindo nossos próprios trabalhos. Lembramos também da existência de fotografias encontradas no setor de Obras Raras, materiais capturados por artistas de Sergipe e do exterior que estavam distribuídos pelo acervo. Os estagiários Mikaella Costa e Fortes Silva, juntamente com os funcionários encarregados, foram os primeiros a terem contato com essas imagens e começaram o processo de organizá-las. Daí tínhamos estes dois objetivos: produzir nossas próprias fotografias e fazer essa homenagem a esses registros históricos”, explicou.

 

Douglas acrescentou que, atrelado a isso, havia ainda a presença do morador da Biblioteca, o gavião. “Como ele se tornou um personagem integrante do nosso dia a dia, pensamos também nessa proposta de fotografar a própria biblioteca a partir de uma visão diferenciada, como um gavião e sua visão aguçada, até distorcida às vezes, desse lugar que também é um símbolo de preservação da memória. Logo tínhamos a relação memória, ser humano e animal. Relacionando esses conceitos, chegamos a esse resultado exposto no dia de hoje”, finalizou.

 

Para Kíria Moreno, produzir essa primeira exposição fotográfica foi uma experiência muito enriquecedora para ambos. “Estamos muito realizados e gratos com o resultado, pois ele não poderia ter sido executado sem o apoio de todos os doadores que contribuíram para que nossa exposição pudesse se concretizar. Além disso, agradecemos imensamente a todas as pessoas que fizeram questão de prestigiar a abertura do nosso trabalho e aos que ainda virão. Felicidades nos definem”, finalizou.

Assessoria de Comunicação da SEDUC – ASCOM

 

 

 

 

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