Alunos de escolas públicas do interior sergipano são finalistas na Olimpíada Brasileira de Física das Escolas Públicas

A Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura (Seduc) informa a classificação final da Olimpíada Brasileira de Física das Escolas Públicas (OBFEP 2019). A edição 2019 só foi concluída no ano de 2021 em razão da pandemia de covid-19. Ao todo, 26 estudantes sergipanos alcançaram a classificação final, com duas medalhas de ouro, duas de prata, seis medalhas de bronze e 16 menções honrosas.

De acordo com Jorge Monteiro, do Serviço de Apoio ao Desenvolvimento Estudantil, do Departamento de Apoio ao Sistema Educacional da Seduc, a olimpíada tem um ponto de vista mais geral, insere-se no conjunto de ações que buscam o sucesso e a permanência do estudante na escola e o desenvolvimento de práticas educativas que envolvam o maior número possível de estudantes.

“Visa-se, assim, com a OBFEP, o uso das ciências para compreensão da realidade dos alunos com a realização de atividades que estimulem sua criatividade, podendo-se citar como objetivos gerais: contribuir para a melhoria da qualidade do ensino em ciências na educação básica; e promover maior inclusão social por meio da difusão da ciência; entre outros”, concluiu.

A classificação foi divulgada por série. No 9º ano (Ensino Fundamental) do Colégio Estadual Pedro Alves de Souza, em Porto da Folha, os estudantes Italo Gabriel Lima Santos e Rauanderson Ribeiro da Silva foram medalhistas de ouro e prata, respectivamente. Eles foram orientados pelo professor Avelar Araújo Santana. Em Muribeca, a medalha de bronze foi para o estudante Gustavo Santos de Meneses que estuda a 1ª série (Ensino Médio) no Colégio Estadual Almirante Barroso, acompanhado pelo professor Rafael Santos da Silva.

As medalhas de prata e bronze para a 2ª série (Ensino Médio) foram de Julia Gabriele Conserva Souza, do Colégio Estadual Almirante Barroso; Beatriz Borges Ribeiro, do Colégio Estadual José Rollemberg Leite (Aracaju); e Monielly Alves da Cruz, também do Colégio Estadual Almirante Barroso, sob a orientação dos professores Bosco Luiz Almeida dos Santos e Rafael da Silva. Já na 3ª série, Nícolas Augusto dos Santos conseguiu a medalha de ouro, e Wilton dos Santos Araújo, a medalha de bronze. Ambos estudam no Colégio Estadual Almirante Barroso (Muribeca). Eslaine dos Santos Sabino, do Colégio Estadual Josino Menezes (Japoatã), e Maria Rita Rezende Camilo (Malhador), do Colégio Estadual José Joaquim Cardoso, conquistaram a medalha de bronze. Os demais 16 estudantes classificados receberam menção honrosa.

Como a edição iniciou-se em 2019, Ítalo Gabriel Lima Santos já estuda o Ensino Médio em Tempo Integral no Centro de Excelência Manoel Messias Feitosa, localizado no município de Nossa Senhora da Glória, território do Alto Sertão sergipano. Ele lembra que na época o professor e orientador Avelar Araújo Santana, do Colégio Estadual Pedro Alves de Souza, deu recomendações e sugeriu material de estudo para a etapa realizada em Nossa Senhora da Glória.

Segundo Ítalo Gabriel, é muito gratificante conquistar uma medalha de ouro na área de Ciências Exatas, pois é justamente o ramo ao qual irá dedicar-se quando ingressar no ensino superior. “Foi a primeira vez que participei da Olimpíada de Física, e é bem diferente do cotidiano da escola; tem uma cobrança maior e um nível mais diferenciado. Eu participei de duas etapas antes de ser classificado e estou muito feliz com esse resultado”, relatou o jovem.

Na época, Júlia Gabriele Conserva Souza venceu na categoria da 2ª série (Ensino Médio), representando o Colégio Estadual Almirante Barroso e conquistou a medalha de prata. Atualmente Júlia se dedica exclusivamente aos estudos para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e carrega na mala alguns prêmios em outras olimpíadas como as de Inglês e de Geografia também, por exemplo.

“A experiência de participar de olimpíadas, especificadamente a de Física, sempre foi algo muito legal e interessante para mim porque diante dos resultados ao final das olimpíadas, eu pude visualizar o quanto é importante e vale a pena a educação e o desejo de buscar sempre mais. Enquanto estudante de escola pública podemos ir além por meio do conhecimento até porque existem professores competentes que podem estar ali ao seu lado lhe incentivando a descobrir novos horizontes e pensar em um futuro acadêmico. As olimpíadas nos dão impulso e nos ajudam a vislumbrar novas perspectivas”, relatou Júlia.

Para festejar a participação dos estudantes sergipanos será realizada no dia 17 de setembro, às 14h, uma cerimônia virtual de premiação da Olimpíada Brasileira de Física das Escolas Públicas 2019. A cerimônia será transmitida pelo canal Física, no YouTube da Univeridade Federal de Sergipe (UFS), instituição parceira da olimpíada.

Os premiados e seus professores receberão brindes, medalhas e certificados. Os medalhistas de ouro em nível estadual recebem também bolsas PIBICJr por 6 meses, com taxa de bancada para seus professores, sendo que essa premiação é condicionada à participação na Olimpíada Brasileira de Física das Escolas Públicas (OBFEP) e Olimpíada Brasileira de Física (OBF) no ano seguinte.

A Sociedade Brasileira de Física (SBF), responsável pela realização da OBFEP, tem sede na Cidade Universitária da USP, em São Paulo, e é uma instituição sem fins lucrativos que congrega os físicos brasileiros e tem entre suas finalidades criar condições que propiciem o desenvolvimento da ciência e da tecnologia no país.

Assessoria de Comunicação da SEDUC – ASCOM

 

 

 

 

 

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