Amazônia: Como a devastação afeta o futuro de todos nós?

A floresta tropical Amazônica, cobre boa parte do noroeste do Brasil e se estende até a Colômbia, o Peru e outros países da América do Sul. Considerada a maior floresta tropical do mundo e famosa por sua biodiversidade, o seu futuro está ameaçado como a extração de madeira, a mineração e a conversão da floresta em pastagens e áreas de agricultura.
De acordo com a professora da Universidade Tiradentes e Engenheira Ambiental, Marcela de Araújo Hardman Côrtes, a devastação da vegetação na Amazônia leva à perda de serviços ambientais, que têm um valor maior que os usos pouco sustentáveis que substituem a floresta. “Estes serviços incluem a manutenção da biodiversidade, da ciclagem de água e dos estoques de carbono que evitam o agravamento do efeito estufa. Tanto nas grandes cidades como no campo podemos sentir os efeitos”, explica.
Apesar dos grandes esforços que têm sido feitos para a conservação da Amazônia, a perda anual da cobertura florestal permanece em níveis alarmantes. Até agora, cerca de 729 mil km² já foram desmatados no bioma Amazônia, o que corresponde a 17% do referido bioma. Desse total, 300.000 km² foram desmatados nos últimos 20 anos, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).
Estudos também indicam que as queimadas associadas ao desmatamento na Amazônia tiveram um impacto negativo significativo na saúde pública na região em 2019. Isso incluiu 2.195 internações devido a doenças respiratórias atribuíveis às queimadas, de acordo com a análise estatística realizada pelo Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS) em parceria com Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) e o Human Rights Watch.
“Certamente o aquecimento global é uma das piores consequências do desmatamento é o aquecimento global com verões cada vez mais quentes. Além disso, o impacto das queimadas na saúde pública é intensificado para povos indígenas na Amazônia. A destruição do meio ambiente afeta sua saúde e também sua subsistência. O desmatamento e as queimadas subsequentes frequentemente ocorrem nos territórios indígenas ou em seu entorno, às vezes destruindo plantações e afetando o acesso a alimentos, plantas medicinais e caça”, declara Marcela.
A engenheira ambiental reitera que o desmatamento geralmente é resultado de queimadas iniciadas por pessoas que ateiam fogo na vegetação remanescente, frequentemente ilegalmente, depois de terem removido as árvores de maior valor. “Embora essas queimadas ocorram ao longo do ano na Amazônia a fim de preparar áreas para agricultura, pecuária ou especulação de terras, elas geralmente atingem seu pico durante a estação seca, entre os meses de julho e outubro”.
Assessoria de Imprensa | Unit

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