Aracaju vacina acima da média nacional e avança no cronograma

O planejamento da Prefeitura de Aracaju se mostra ainda mais essencial em um momento como o atual, quando a crise sanitária imposta pelo coronavírus vem exigindo do poder público, sobretudo, organização e foco na resolução das principais questões.
 
Com a vacinação contra a covid-19, principal medida de enfrentamento da pandemia, ter as ações bem estruturadas é aspecto fundamental para fazer com que o imunizante chegue à população de maneira eficiente. E é isto que a gestão municipal tem feito, por intermédio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), mesmo antes das vacinas chegarem à capital sergipana. 
 
E os dados de vacinação em Aracaju comprovam essa eficiência:  o Município já vacinou 111.514, o que corresponde a 16,77% da população, de acordo com o último balanço da vacinação divulgado pela SMS. Este dado representa uma média maior do que a nacional, que é de 15,53% da população já vacinada.
 
Ainda que venha seguindo o Plano Nacional de Vacinação, no que diz respeito aos grupos prioritários da vacina, a Prefeitura de Aracaju adotou estratégias próprias para maximizar a chegada dos imunizantes até as pessoas, e isto tem feito a diferença num cenário geral. 
 
“Aracaju tem demonstrado, durante todo esse período de vacinação, que está preparada, desde que o Governo Federal encaminhe vacinas. Montamos todo um arsenal de RH, com pontos variados, como o drive-thru, local este que possui uma capacidade muito grande de atendimento, com duas entradas, podendo até trabalhar duas vacinas, primeira dose de uma e segunda dose de outra, enfim. Temos pontos de apoio em escolas, em igrejas, no Estação Cidadania, no Bugio. Então, com isso, conseguimos vacinar satisfatoriamente, enquanto temos vacina”, destaca a secretária municipal da Saúde, Waneska Barboza. 
 
Mesmo antes da chegada das vacinas, nas ações preventivas, o foco da Prefeitura é o de proteger os mais vulneráveis, no caso específico da covid-19, cuidar, portanto, dos grupos de risco. 
 
“Uma das nossas prioridades era finalizar a população de mais de 60 anos porque era nessa população que estava mais concentrada a possibilidade de adoecimento, de internamento e de óbito. Com a eficácia da vacinação, com foco na população que mais precisava, conseguimos avançar bastante. Infelizmente, há pouco, tivemos que parar em virtude da falta da chegada da vacina, seja da CoronaVac, seja da própria AstraZeneca. Precisamos parar para reorganização, visto que, no restante do estado, muitos municípios ainda não terminaram a fase de idosos e foi necessário que Aracaju desse um freio para esperar que esses municípios andassem um pouco mais, chegasse mais vacinas para que, assim, pudéssemos organizar o novo cenário e, agora, continuar avançando”, pontua Waneska. 
 
Cronograma
Na última segunda-feira, 3, o Município anunciou mais uma etapa da vacinação e os passos de avanço que já reiniciaram, nesta terça-feira, 4. Assim, foi iniciada aplicação da segunda dose da vacina CoronaVac, para aquelas pessoas que receberam a primeira dose do imunizante nos dias 1º e 2 de abril.
 
A gestão municipal também iniciou a vacinação em 2ª dose com Astrazeneca. Além disso, Aracaju deu início ao grupo de comorbidades por faixa etária, começando pelas pessoas de 59 anos. Já com o primeiro lote da vacina Pfizer, recebido no último fim de semana, a Prefeitura concluirá a imunização dos profissionais de Saúde.
 
“Com a chegada da [vacina da] Pfizer poderemos continuar a imunizar os profissionais de saúde, faltando cerca de quatro mil profissionais e essa vacina chegou exatamente nesse quantitativo e, desta forma, bateremos a meta do Ministério, que é vacinar 32 mil profissionais”, informa a secretária. 
 
Resultados 
A vacinação tem como principal objetivo reduzir o número de pessoas internadas, ou seja, com casos mais delicados da covid-19. “Nos levantamentos que temos feito, observamos uma queda significativa no número de pessoas internadas na faixa dos 80+, que foi, inclusive, um público que tomou a primeira dose de AstraZeneca. Nosso intuito é avançar ainda mais, alcançar, sobretudo, os grupos mais vulneráveis, e assim, que a gente consiga ter efeitos e impactos positivos”, salienta Waneska. 
 
No entanto, para além da vacinação em si, é preciso que a população contribua e faça a sua parte, como vem sendo afirmado e reafirmado pelos órgãos de saúde. 
 
“É necessário que se compreenda que nenhuma vacina impede a contaminação e tem eficácia de 100%, mas o principal motivo da vacina é a eficácia em relação à evolução do quadro, uma vez contaminado, para uma situação mais grave. Neste caso, todas elas têm 100% de eficácia, então, uma vez contaminada, a pessoa terá uma chance mínima de evoluir para um quadro grave. É fundamental que as pessoas entendam que ainda vamos precisar, durante um tempo ainda indeterminado, manter as mesmas medidas: a máscara como obrigatória, o distanciamento entre pessoas e a higienização constante das mãos”, frisa a secretária ao ratificar que as medidas não podem ser simplesmente desfeita pelo fato de estar vacinado.
 
“A vacina não é passe livre, ela é mais um meio, juntamente com as outras medidas, para que a gente consiga diminuir a contaminação entre as pessoas e, sobretudo, os casos graves. Uma vez vacinado, as medidas precisam continuar sendo tomadas e esperar para quando tivermos mais de 50% da população vacinada comecemos a ver os efeitos positivos na sociedade. Em Israel, por exemplo, foi assim. Por lá, foi utilizada uma vacina com um potencial de eficácia muito bom e depois de 50% da população vacinada que se começou a perceber a redução do número de pessoas internadas e do número de óbitos. Este é o nosso foco e trabalhamos para isso, mantendo o nosso compromisso com os aracajuanos”, completa a gestora. 

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