Centro de Excelência Professor Abelardo Romero Dantas desenvolve projetos científicos

Dois projetos foram contemplados pelo edital de apoio à pesquisa da Seduc e da Fapitec, e o terceiro é desenvolvido independente na unidade de ensino

O Centro de Excelência Professor Abelardo Romero Dantas, unidade que oferta o Ensino Médio em Tempo Integral, em Lagarto, está desenvolvendo três projetos de pesquisa. Dois deles foram aprovados no edital n°3/2020, da Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (Fapitec), referente ao Programa de Projetos Científicos e Tecnológicos na Rede Pública Estadual de Ensino com bolsas remuneradas para professores e estudantes. O terceiro projeto é desenvolvido por um professor e um aluno de forma independente, que consiste na criação de um game.

O projeto “Análise de produções escritas e legitimidades matemáticas do aluno nos processos de construção de mapas mentais” é coordenado pelo professor de matemática Darlysson Wesley da Silva e pelas estudantes Narla Maria de Souza Santana e Clara Fernanda Morais da Silva. A iniciativa consiste em desenvolver uma matemática mais leve. “Quando o aluno produz mapas mentais ou conceituais apresenta ali as suas legitimidades e produções. Sabemos que a matemática tem suas formalidades, mas pensar também em uma abordagem onde o aluno apresenta as suas significações e expõe de modo a ajudar outros alunos é um grande potencial para a aprendizagem escolar como um todo”, disse.

De acordo com o professor Darlysson, o início do projeto se deu ainda em 2019, quando algumas alunas realizavam uma atividade envolvendo a metodologia de mapas mentais. No final de 2020, o projeto foi inscrito e aprovado pela Fapitec. Durante alguns meses, as estudantes se apropriaram de material teórico sobre a abordagem dos mapas mentais e conceituais para o ensino. “Agora elas estão colocando a mão na massa produzindo mapas mentais e conceituais de conteúdos do 1° ano. E não só fazendo os mapas; elas também estão produzindo vídeos nos quais explicam os próprios mapas que elas criaram e que podem ser vistos no Instagram @mapematizando.cdn”, ressaltou o professor.

Narla Maria de Souza Santana, bolsista no projeto matemático, explica que o ano de 2019 serviu de base para o projeto. “Dispondo das férias do ano letivo de 2020, o nosso projeto encontrou espaço e tempo para associarmos um campo teórico à nossa experiência prática. Com esse movimento, percebi que a qualidade do nosso material aumentou consideravelmente. Para o início deste ano propriamente, utilizamos ainda mais da tecnologia para poder expandir o nosso projeto. Por meio de reuniões com o professor orientador via Google Meet, criamos edições de mapas conceituais no App Canva e também criamos nosso Instagram. Lá postamos tanto os mapas feitos em 2019 manuscritos, como os novos mapas editados. Ressalto que todos os mapas são de assuntos do Ensino Médio, e iniciamos com o 1⁰ ano, assim podemos expandir o nosso projeto para mais estudantes, disponibilizando de uma ferramenta simples e didática”, declarou a jovem pesquisadora.

No segundo projeto, Cláudio Bispo, professor de Física, deu vazão ao interesse de uma aluna em calcular o desperdício de alimentos na unidade de ensino, bem como construir uma composteira na horta mantida pela comunidade escolar, a fim de reaproveitar os restos de alimentos na produção de adubo orgânico. Assim surgiu o projeto intitulado “Quantificando o desperdício de alimentos para conscientizar e reaproveitar os restos de alimentos na horta escolar”, desenvolvido pelo professor Cláudio e pela estudante Maria Clara. “Atualmente estamos na pesquisa teórica, apresentando o projeto por meio de live com o intuito de cumprir a parte de conscientização dos alunos e comunidade escolar”, explicou. Com a suspensão das aulas presenciais, o momento de colocar a mão na terra foi adiado. Segundo o professor e coordenador do projeto, quando for possível a horta será reativada para iniciar o processo de construção da composteira e produção do adubo orgânico.

Já o professor de Química, João Thiers Mendonça Santos, em um projeto independente com o estudante Franklin Vieira Barbosa, criou um jogo chamado Bug Dimensional. A empreitada envolve conteúdo sobre radioatividade e, ao perceber a desenvoltura do aluno com programação, a ideia se encaminhou para a confecção do produto. “É uma forma de aprender com mais fluidez e sem tanta pressão. O aluno vai aprender ali de forma mais tranquila”, disse. O jovem Franklin explica que foi simples criar o jogo, o que durou apenas duas semanas.

“Inspirei-me no game do conhecido Mário. O jogo foi desenvolvido inteiramente em JavaScript. A idealização foi do professor João, e ele propôs que a criação ficasse por minha conta. O objetivo do jogo Bug Dimensional é fazer a junção de diversão e aprendizado. A ideia central é impedir que aconteça um bug dimensional, entrar na dimensão quântica, destruir os átomos interdimensionais e o átomo primordial, para que assim seja evitado o bug dimensional. E para passar de cada nível é necessário acertar as perguntas geradas pelo portal quântico”, concluiu Franklin.

Os obstáculos são átomos instáveis, já que a radioatividade demanda dessa instabilidade do átomo que dispara uma radiação. Então, esse jogador terá que passar pelos obstáculos no fim de cada fase e responder a uma questão referente ao conteúdo. Se ele errar a questão, volta para a fase inicial. O jogo está disponível para download na Apple Store e já pode ser utilizado por todos.

Projetos contemplados

A ação conjunta entre a Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura (Seduc) e a Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (Fapitec) selecionou 44 projetos científicos para serem desenvolvidos nas escolas da Rede Pública Estadual de Educação em 2021. Os recursos disponibilizados totalizam um montante de R$ 220 mil reais, oriundos do Governo do Estado, e serão distribuídos em auxílios, no valor de R$ 1.000,00 (mil reais) por proposta aprovada, com o objetivo de apoiar o desenvolvimento e despesas administrativas do projeto, que terá duração máxima de até 12 meses. Além disso, será oferecida uma bolsa de Iniciação Científica Júnior da Seduc (IC Jr/SEDUC) no valor de R$ 100,00/mês em cada projeto.

Além dos dois projetos contemplados do Centro de Excelência Professor Abelardo Romero Dantas, outras unidades de ensino diversificam os temas apresentados, como os títulos “Celebrando-me: Descolonizando saberes no Colégio Estadual Sílvio Romero”; “Quando o saber científico passa pelas mãos”; “MusiTec: uma proposta de ensino de produção e difusão audiovisual caseira para músicos.”; “Arqueológicos como Ferramenta Pedagógica no Ensino de História e Geografia” e outros.

 

 

 

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