Coluna Analítica com Nélio Miguel Júnior – 27/07

TOU TE EXPLICANDO … A vereadora Emília Corrêa (Patriota) põe na conta do acordo feito junto ao grupo do Cidadania a manutenção de sua pré-candidatura à reeleição em detrimento da disputa majoritária. Por esse acerto, os que orbitavam no entorno de Alessandro Vieira concordaram que a definição do nome do grupo para disputar a prefeitura de Aracaju se daria por meio de pesquisa, e que quem fosse preterido não se lançaria candidato por outro grupo. A escolha de Danielle foi traumática para Emília, que se viu obrigada a rever conceitos. Num recado direto ao delegado-senador, a vereadora garante que seu partido “ouve os filiados”. “No Patriota acontece de verdade esse poder de ouvir os filiados e decidir. Lá não é um que decide. É o grupo”, disse numa entrevista ao colega Joedson Telles.

… PRA TE CONFUNDIR Apesar de assumir que o referido acordo pactuado com os ex-aliados do Cidadania tem pautado sua decisão, Emília ressalta que na política tudo é possível: “Muda o tempo inteiro, do dia para a noite”, afirma a vereadora, ao sustentar que faz questão de cumprir com a palavra dada, qual seja, a de não se lançar candidata à prefeitura de Aracaju. “Minha palavra não precisa ser lembrada em emissoras de rádio ou em falas. Simplesmente será cumprida”, assegura Emília, sem garantir, entretanto, que seja assunto encerrado uma possível pré-candidatura sua ao Executivo.

TUTELADO Embora presida o diretório estadual do Cidadania, o senador Alessandro Vieira tem participado cada vez menos das decisões tomadas pelo partido na capital. A delegada Danielle Garcia, pré-candidata à prefeita de Aracaju pelo partido, tem costurado a formação da chapa majoritária no principal colégio eleitoral do estado à revelia de Alessandro, pondo-o à margem por entender que a inabilidade política do delegado-senador mais atrapalha que agrega ao seu projeto pessoal-político-eleitoral. Assim, de modo sorrateiro, Danielle costurou uma aliança com os partidos comandado pelos irmãos Eduardo e Edvan Amorim, o PL e PSDB, entregando a este último a vaga de vice. Tudo isto sem o crivo da aprovação de Alessandro, que ficou de fora até mesmo de uma nota divulgada pelo partido em apoio à operação que investiga suposta irregularidades no HCamp.

NÃO ESTÁ FÁCIL Para além da regularidade da oferta dos serviços urbanos em todas as localidades da Zona de Expansão, garantida pela gestão municipal, a população da localidade tem reivindicado ao prefeito Edvaldo Nogueira projetos e obras estruturantes. Neste inverno, tem chovido críticas ao governo municipal por parte dos moradores dos complexos habitacionais da Zona de Expansão, justas em sua maioria, e eleitoreiras em alguns casos. Se o prefeito não projetar soluções para aquela região, e para outras áreas da cidade que ainda carecem de atenção, a oposição mostra que saberá canalizar as críticas da população e poderá, com isso, ofuscar o trabalho que ele tem realizado, por exemplo, nas comunidades da zona Norte. Assim feito, a pretendida reeleição pode não se concretizar.

INDECISO Temendo mais um recado negativo provindo das urnas da capital, o até então pré-candidato a prefeito Valadares Filho (PSB) encerrou a semana com dois lances que em nada fortalecem o projeto eleitoral de seu partido para as eleições deste ano. No primeiro deles, o ex-deputado federal sepultou as chances de uma composição com o DEM, partido com o qual o PSB ensaiava formar uma coligação em torno de sua chapa majoritária, com a participação, inclusive, do Patriota da vereadora Emília Correa. Por outro lado, o filho do velho Valadares buscou uma reaproximação com Danielle Garcia, com quem esteve junto na vexatória derrota de 2018.

SECOND TIME Reconhecendo-se sem força para uma vitória em primeiro turno, razão de sua indecisão, Valadares Filho diz ser natural o PSB e DEM trilharem caminhos distintos na primeira rodada de votação. Entretanto, considera fundamental que toda a oposição se una para apoiar o candidato que passar ao segundo turno, no qual antevê, desde já, a presença do prefeito e candidato à reeleição Edvaldo Nogueira (PDT). Ciente de que o Cidadania não abre mão da candidatura majoritária própria, Valadares joga para ter o apoio do partido caso chegue ao segundo turno. E é nesse sentido que atua para pôr no cabide o DEM e o Patriota.

 

 

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