Condenado por estelionato, vice-presidente do PSL entrega a Rodrigo Valadares o controle do partido em Sergipe

Denunciado três vezes à polícia por agressão a mulheres, suspeito de usar parentes como laranjas de empresas e condenado pela justiça por usar certidão falsa para fechar um contrato de prestação de serviço com o governo da Paraíba, o deputado federal Julian Lemos é o aliado de Rodrigo no PSL

O paraibano Gulliem Charles Bezerra Lemos, mais conhecido por Julian Lemos, deputado federal pela Paraíba e vice-presidente da Executiva Nacional do PSL, está em Sergipe para tranferir o comando do diretório estadual do partido ao deputado estadual Rodrigo Valadares (PTB).

Antes presidida por Waldir Vianna, a Executiva Estadual do PSL passará às mãos de Fábio Valadares, irmão de Rodrigo – que se mantém no partido pelo qual foi eleito para não perder o mandato. Fábio, até então, figura como membro da executiva estadual do PTB.

Embora seja pouco conhecido no no cenário político local, Julian Lemos transita com desenvoltura entre os bolsonaristas e foi o coordenador, no Nordeste, da campanha do então deputado do baixo clero, Jair Bolsonaro, à presidência da República. Mas o ‘paraíba’, como diz o líder dessa turba, tem uma extensa folha corrida.

Em 2013, Julian Lemos foi preso em flagrante após ameaçar com arma de fogo e agredir fisicamente a ex-mulher, que, em 2016, ao fazer nova denúncia contra o vice-presidente nacional do PSL, em depoimento à Polícia Civil da Paraíba, disse que o ex-marido ‘é uma pessoa muito violenta e com traços de psicopatia’.

Ainda em 2016, a irmã de Julian moveu processo contra ele, também com base na Lei Maria da Penha. À Polícia, ela contou que, ao tentar apaziguar uma briga do irmão com a ex-mulher, foi agredida por ele com murros e empurrões e arrastada pelo pescoço. Ele nega todas as acusações.

Além do histórico de agressão a mulheres, Julian Lemos foi condenado em primeira instância, a um ano de prisão em regime aberto por estelionato, mas o processo acabou prescrevendo antes do julgamento do recurso. Neste caso, o parlamentar foi condenado por utilizar uma certidão falsa de uma empresa da qual era sócio para fechar um contrato de prestação de serviços com o governo da Paraíba, em 2004.

Não bastasse tudo isso, Julian é suspeito de ter sido dono oculto de empresas de segurança que abriram e fecharam as portas na Paraíba, deixando um rastro de dívidas trabalhistas e indícios de fraude e relatos de ameaças a ex-funcionários.

E é justamente ao lado desse Julian Lemos que Rodrigo inaugura sua chegada ao PSL. Porém, o que seria um momento festivo, tende a ser marcado por desentendimentos e discussões. Para João Tarantella, presidente do diretório do PSL em Aracaju e pretenso candidato a prefeito da capital nas eleições de 2020, Rodrigo já “pode arrumar a mala” para deixar o partido.

O motivo de o deputado petebista não ser bem vindo ao PSL em Sergipe, explica Tarantella, é a ligação que teve com candidaturas de esquerda nas eleições 2018. “Se ele assumir, daqui pra o final do ano eu tiro ele na tora. Eu disse ao deputado federal que veio [Julian Lemos], a mando do presidente, que eu vou reagir. Não vou permitir que um vagabundo, que há seis meses atrás era Lula livre, e agora é Bolsonaro desde criança [assuma o controle do partido]”, bradou o presidente da Executiva Municipal do partido na capital.

 

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