Covid-19: sequelas persistentes por mais de quatro semanas devem ser avaliadas por profissional da saúde

Após quase um ano e meio de pandemia, a Covid-19 ainda intriga estudiosos da saúde em todo o mundo. Além da produção de vacinas em tempo recorde, descoberta de novas variantes e tantas outras particularidades da doença ainda desconhecidas, as possíveis sequelas deixadas pela infecção também ainda são estudadas.

Segundo a pneumologista cooperada Unimed Sergipe, Ana Paula Argolo, a Covid-19 pode deixar sim sequelas em alguns casos, por isso, o paciente que foram infectados com o novo coronavírus deve se atentar aos sintomas apresentados mesmo após a recuperação.

“A grande maioria dos pacientes com Covid-19 se recupera rapidamente e evolui com melhora clínica completa. Entretanto, alguns pacientes podem evoluir com Covid subaguda ou com Síndrome pós-Covid e permanecer com sintomas decorrentes de disfunções de diferentes órgãos e sistemas, tais como cardiovascular, renal, neurológico, dermatológico, gastrointestinal, endócrino, respiratório e até mesmo, oftalmológico. Os sintomas respiratórios mais frequentes são falta de ar, diminuição da capacidade de realizar esforços e exercícios, e dores ou desconfortos torácicos”, explica a médica pneumologista.

É comum ouvir de pessoas que se recuperaram da doença que encontram dificuldades para realizar tarefas simples nos primeiros dias após a cura. Na maioria dos casos, a queixa é em relação a cansaço e dificuldade para respirar. De acordo com a médica, diversos fatores podem gerar tais desconfortos.

“Essa queixa de cansaço pode representar fadiga, que é aquela sensação de fraqueza, indisposição, moleza, e também pode se referir a dispnéia, em que o paciente relata falta de ar, fôlego curto ou dificuldade para respirar. Na grande maioria dos casos, esses sintomas tendem a involuir progressivamente e desaparecem em até 12 semanas. Vários são os fatores causais que podem estar envolvidos, tais como: inflamação, trombose microvascular, efeitos iatrogênicos de medicações e o impacto psicossocial da infecção”, conta Dra. Ana Paula.

Mesmo com queda nos números de internações e de óbitos no Brasil, a pandemia continua fazendo vítimas. Além da manutenção das medidas de proteção individuais e coletivas, quem foi infectado também deve se atentar ao tempo em que duram os sintomas, mesmo após ser considerado curado.

“O ideal é que pacientes que persistem com queixas após as quatro primeiras semanas de sintomas devem ser reavaliados clinicamente. A depender de como foram suas evoluções na fase aguda da doença e de quais sinais e sintomas ainda se façam presentes, alguns exames complementares podem ser necessários e são indicados pelo médico de acordo com as individualidades de cada paciente. Para aqueles que necessitaram de internação, sugere-se, minimamente, dois momentos de reavaliação clínica: um primeiro momento ao final de quatro a seis semanas, e um segundo ao final de cerca de 12 semanas após a alta”, completa Ana Paula.

 

Assessoria de Imprensa 

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