Danielle copia discurso demagógico de Alessandro sobre financiamento de campanha

Na condição de pré-candidata à prefeita de Aracaju, a delegada Danielle Garcia (Cidadania) concedeu entrevista à edição do Cinform desta segunda-feira (6) e afirmou que a gestão do prefeito Edvaldo Nogueira, seu principal rival na disputa eleitoral deste ano, é “amarrada aos grandes empresários e seus objetivos financeiros”.

Recém-filiada ao partido presidido em Sergipe pelo senador Alessandro Vieira, Danielle não faz mais que repetir o discurso demagógico do correligionário e colega de profissão, que, ao conceder entrevista ao jornalista Jozailto Lima, em 29 de dezembro, acusa Edvaldo de ser “absolutamente vinculado aos grandes empresários”.

Segundo Alessandro, é impossível alguém financiar uma campanha eleitoral e não ter interesse posterior, pois, explica o senador, um doador de campanha, atualmente, é sócio do mandato “para fins particulares ou empresariais de grupos econômicos”. “Normalmente, a pessoa [doadora de campanha] tem interesse, pelo menos, em fazer valer a sua opinião”, diz.

Pela suposta vinculação de Edvaldo a ‘grandes empresários’, Alessandro entende que o prefeito não atende os interesses da população e não seria capaz de “romper os modelos tradicionais da política”, afirma o senador, na tentativa de diferenciar sua ‘nova política’ daquilo que classifica como ‘velha política’.

Porém, esse discurso do senador Alessandro, copiado literalmente pela delegada Danielle Garcia, não passa de demagogia político eleitoral. Assim não fosse, o então candidato a senador Delegado Alessandro Vieira teria recusado a doação feita à sua campanha pelo empresário Eduardo Mufarej, milionário que doou, em 2018, mais de meio milhão de reais a 42 candidatos a diversos cargos eletivos.

Entretanto, Danielle Garcia esconde do eleitorado o interesse oculto do multimilionário que financiou a campanha do senador Alessandro e de outras dezenas de candidatos em diversos estados do país.

Com essa conduta demagógica, percebe-se claramente que, tanto o delegado quanto a pré-candidata do Cidadania a prefeita de Aracaju adotam discurso diferente daquilo que praticam no dia a dia da política.

 

Fundo eleitoral

Na mesma entrevista ao Cinform, Danielle insiste em demonstrar a distância que seu discurso mantém da prática adotada pelo seu agrupamento político. Questionada quanto ao financiamento de campanha com recursos públicos (fundo eleitoral), a delegada faz voltas e não esclarece se é contra ou favorável.

“A política brasileira precisa de novas práticas, e isso significa novas formas de fazer campanha eleitoral. É algo que deveria ser observado pela sociedade: você vota em quem usa recurso público milionário para fazer campanha ou apoia candidaturas econômicas e verdadeiras?”, diz Danielle.

Com essa resposta/pergunta, a delega omite que o presidente do diretório do Cidadania em Nossa Senhora do Socorro, deputado Samuel Carvalho – cuja pré-candidatura é apoiada por Danielle -, teve a campanha financiada com dinheiro do fundo eleitoral do PR (atual PL), partido de Edvan Amorim, que, considerando o discurso desse agrupamento, exemplifica o que Alessandro vende como nova política.

No discurso, Alessandro diz ser contra o país financiar candidaturas políticas, mas, na prática, defende a candidatura de Samuel Carvalho a prefeito de Socorro, mesmo sabendo que este foi financiado pelo fundo eleitoral e teve suas contas de campanha reprovadas pelo Tribunal Regional Eleitoral, por unanimidade, pela utilização incorreta do dinheiro público.

Esse o retrato do agrupamento da nova política do senador Alessandro Vieira, que pretende convencer o eleitorado aracajuano de que Danielle representa novas práticas políticas.

 

 

 

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