Dia da Mulher: Destaque da representatividade feminina na política sergipana 

Nesta segunda-feira, 8 de março, é comemorado o Dia Internacional das Mulheres e queremos destacar a importância da representatividade feminina na política sergipana. 

Durante muitos anos, as mulheres foram ensinadas que as suas funções eram exercer atividades domésticas e cuidar dos filhos, enquanto o espaço público era destinado aos homens. Com o passar do tempo, através de bastante luta, esse conceito tem sido quebrado e, apesar da desigualdade ainda persistir em alguns casos, as mulheres passaram a ocupar, cada vez mais, ambientes sociais. 

No Brasil, neste ano, o aumento da representatividade feminina foi comemorado pelo Ministério da Mulher e, segundo a Ministra Damares Alves, “nesse novo normal que nos aguarda, a mulher vai ser responsável pela movimentação econômica do país. Vai ser pela mão das mulheres que vai passar a retomada econômica do Brasil”. 

Em Sergipe, esta representatividade ainda é considerada pouca, levando em consideração o número de homens políticos no Estado. Apesar disso, as mulheres conseguem ganhar destaque, apresentando projetos e debatendo temas em prol da sociedade. 

A deputada estadual Maísa Mitidieri, presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Mulher, pontuou exatamente esta luta por igualdade. “A luta é dessa classe que é mãe, filha, esposa e está conquistando o seu lugar em todos os setores. Eu como presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Mulher na Alese tenho a honra de trazer o trabalho em favor das mulheres, buscando temas como a igualdade de gênero e a violência contra a mulher. Temos projetos nesse sentido, mostrando como a mulher é importante em todos os setores. Quero parabenizar a todas as mulheres do estado de Sergipe e dizer que não se intimidem, continuem a luta porque lugar de mulher é aonde ela quiser. A mulher tem que falar e tem que ser ouvida”. 

Já a deputada estadual Kitty Lima, vice-presidente da Comissão de Defesa da Mulher e presidente da Comissão de Direitos Humanos e Cidadania na Alese, destaca que, durante o seu mandato, tem trabalhado a defesa dos direitos das mulheres e do combate à violência. 

“Fizemos uma reunião ampliada para discutir a implementação da Casa da Mulher Brasileia, que trouxe como saldo positivo a conquista de emenda para a construção do espaço voltado para o acolhimento de mulheres que sofrem violência doméstica. Além disso, propomos na Alese diversos projetos que contemplam a mulher de várias formas. Destacamos dois projetos de grande importância que estão em tramitação: o primeiro diz respeito à lei que traz medidas de combate a violência obstétrica (iniciativa de minha autoria quando vereadora, que já é lei em Aracaju) e o PL da festa sem abuso que obriga organizadores de eventos de entretenimento divulgar canais de comunicação para a realização de denúncias de violência e abuso contra as mulheres, orientando o que fazer e aonde ir; inibindo possíveis abusadores”, elenca. 

Na Câmara Municipal de Aracaju, a vereadora Emília Corrêa também tem exercido o seu papel e, por entender a importância de mais mulheres na política e ocupando espaços de poder, criou o Projeto de Lei (PL) nº 45/2020, que institui programa à mulher na política, dispondo de medidas de incentivo à participação da mulher na atividade política. Pare ela, essa uma forma de convencer às mulheres, através de programas de conscientização, palestras e cursos, sobre sua importância na política. 

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“Mulheres incentivam umas às outras”

 

As três representatividades femininas de Sergipe, Maísa Mitidieri, Kitty Lima e Emília Corrêa deixaram seus recados para todas as mulheres do Estado. 

Segundo Maísa, esse dia que deve ser comemorado, pois representa muita para as mulheres. “Esse é um dia que representa a luta da mulher pelos direitos, pela sua voz, enfim, quero parabenizar a todas e dizer que continuem denunciando quando sofrerem violência doméstica, que continuem lutando pela igualdade de gênero, pois a luta é árdua, mas pode ter certeza que no final ela é bastante compensatória”, pontuou. 

Kitty chamou para as pautas que devem ser levantadas nesta data. “A gente agradece sempre os parabéns, a comemoração, mas o nosso foco é buscar políticas públicas, é avançar na pauta da mulher. Inclusive, a gente até avança nas discussões sobre maternidade, carreira, mas a gente ainda não conseguiu avançar quando o assunto é ocupar o espaço na política. Desde 1940 a gente está estagnado, poucas mulheres se colocam a disposição e muitas vezes são usadas como laranja e poucas conseguem chegar lá…então hoje, mais do que comemorar, precisamos estar lado a lado com vocês homens para a nossa luta”, declarou. 

Por fim, Emília Corrêa sintetizou tudo o que representa o Dia Internacional da Mulher. “É um dia emblemático, marcante, histórico, mas deixa ainda um recado de que tem muito o que se fazer. Já conquistamos espaços, não aqueles que são devidos, adequados, equacionados. Enquanto existir mulheres sendo violentadas dentro de suas próprias casas, enquanto esse índice de violência domestica estiver aumentando, enquanto as mulheres não tiverem direito a sua moradia, a trabalhos com salários igualitários, é que ainda precisamos estar unidas, lutando, com o apoio dos homens, pois ninguém quer tomar o espaço de ninguém, queremos aquilo que é nosso. Feliz dia, se mantenham lutadoras, resistentes e cheias de fé”. 

 

 

 

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