Dia Mundial do Livro: contação de história e leitura como ferramentas da aprendizagem em tempo de pandemia

O livro é a pedra fundamental na vida de um estudante. Quem frequenta a escola, mesmo quando não é possível entrar e permanecer nela, encontra no livro um universo de coisas em um caminho cheio de descobertas e conhecimento diante dos olhos. Ao passar dos dias, durante a pandemia do coronavírus que já dura mais de um ano, os estudantes, professores e familiares deram as mãos, unindo forças em torno do ensino e da aprendizagem, não somente na busca da popularização de aulas remotas, mas também para continuar utilizando o livro como a peça que nunca pode faltar.

Por isso, desde quando foram suspensas as aulas presenciais da Rede Pública Estadual de Educação, muitos foram os alunos que mantiveram o prazer pela leitura, como uma forma de manter viva a escola, sob o comando e orientação de professores que incentivam a leitura.

O Dia Mundial do Livro, celebrado em 23 de abril, tem origem na Catalunha (Espanha) para lembrar a data em que morreu Miguel de Cervantes, o autor do clássico Dom Quixote. A data torna-se ainda mais especial ao trazer à memória algumas histórias vivenciadas em 2020, quando a comunidade escolar se afastou fisicamente da escola, mas encontrou o caminho de volta por meio de olhos atentos em direção ao livro didático, literário, entre outros gêneros.

Foi no momento em que as aulas remotas iniciaram, que os alunos recorreram a novas ou já conhecidas habilidades. As aulas foram para as telas da TV Estude em Casa e da TV Aperipe, e algumas dessas aulas tornaram-se enormes aventuras. As aventuras começavam pelo livro de literatura infantil, a história contada e depois a ação, como conta a professora Sandra Abreu, quando lecionava para a turma do 3º ano do Ensino Fundamental, no ano passado, na Escola Estadual Vereador Manoel Sobrinho, situada no povoado Triunfo, no município de Simão Dias. “As devolutivas das crianças mostravam que momentos em sala de aula em que elas eram mais inibidas, mudaram e hoje já enviam um vídeo com leitura, com produções de acordo com o nível e a idade delas, mas que provam estarem construindo dia após dia”, disse.

Já a professora Jéssica Adauto, também da unidade Manoel Sobrinho, em Simão Dias, e regente de classe do 4º ano, abusou da criatividade e da persistência por meio da leitura. Ela intensificou a contação de histórias online materializando personagens, expressando emoções e sentimentos. Na frente da tela, ela revalidou para as crianças que a prática de leitura deve ser feita em casa, durante as aulas remotas ou nos horários livres.

Não foram somente as leituras que conduziram essas aulas em casa. Os estudantes leram, estudaram e produziram ao lado da família, como o caso de Yuri Gabriel e a mãe Edlane Lima. O garoto é aluno do Colégio Estadual Coronel Maynard Gomes, localizado no município de Porto da Folha. Eles utilizaram o livro didático e a internet para conhecer um pouco mais de história e cultura. Foi por meio dessa iniciativa, estimulada pela professora Rosângela Campos, que Yuri participou de um c rso literário promovido pela Diretoria Regional de Educação 07.

“A DRE 7 promoveu um c rso literário em forma de cordel para homenagear a data alusiva ao bicentenário de Sergipe. A minha turma de 4º ano participou do c rso, e ficamos com o segundo lugar. Eles me enchem de orgulho”, declarou a professora Rosângela Campos. Depois de muita leitura, o pequeno Yuri fez o dever de casa e se reuniu com os colegas para conceber um cordel com o tema proposto. “Eu e meus amigos passamos duas semanas juntamente com nossa professora aprendendo sobre cultura, pois não sabíamos tudo. Nossa professora nos ajudou a pesquisar. Eu fui escolhido para gravar porque o meu canal já tinha me dado o costume e então eu e minha mãe gravamos esse lindo trabalho”, disse o pequeno Yuri. Edilane Lima, mãe do aluno, além de auxiliá-lo na atividade, também aparece no vídeo ao lado do filho recitando algumas estrofes da produção intitulada “Sergipe independente” e, para isso, aprenderam juntos sobre a história e a cultura sergipana.

Livros inesquecíveis

São iniciativas como essas que induzem o estudante a nunca esquecer do livro, mesmo quando a aula ou a atividade é online. Para tal, todos os estudantes da Rede Pública Estadual contam com o livro didático, por meio do Programa Nacional do Livro Didático, para dar suporte às aulas remotas. Por isso, ao fim do ano letivo de 2020, a Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura (Seduc) recolheu e distribuiu o livro didático para todos os estudantes.

De acordo com Maísa Fernanda de Souza Alva, coordenadora do Serviço de Apoio à Gestão Educacional (Seage), setor vinculado ao Departamento de Apoio ao Sistema Educacional (Dase), além do processo de recolhimento e redistribuição dos livros didáticos em todas as unidades de ensino da Rede Pública Estadual, os gestores escolares também são orientados como proceder ao armazenamento, catalogação e canal de redistribuição, ou seja, métodos que garantem a organização e a preservação do material escolar nos estabelecimentos de ensino. Assim é possível realizar o remanejamento entre escolas da mesma diretoria ou de diferentes diretorias regionais de educação (DRE), a fim de garantir que todos os estudantes estejam de posse do livro didático durante as aulas do ano letivo de 2021.

Além das bibliotecas das escolas, hoje fechadas por causa da covid-19, outro reduto de livros é a Biblioteca Pública Estadual Epiphanio Dória, localizada na rua Vila Cristina, no bairro Treze de Julho, em Aracaju. Lá, o Setor Infantil dispõe para o público infantojuvenil um riquíssimo e variado acervo com aproximadamente 5 mil livros distribuídos entre contos, crônicas, poesias, fábulas, textos dramáticos, romances, literaturas estrangeira, nacional e sergipana, além da Gibiteca com uma variedade de opções em histórias em quadrinhos, cartuns e tirinhas. O Setor Infantil mantém ações que objetivam o incentivo à leitura por meio de empréstimos de livros, contação de histórias, mediação e rodas de leitura, atividades artísticas e lúdicas, enriquecidas pela presença de várias instituições, usuários e pais.

“Em virtude das mudanças provenientes da pandemia a partir de 2020, fez-se necessário reformular o planejamento da Biblioteca Infantil, de forma que o contato com o público infantojuvenil não fosse perdido, uma vez que as atividades presenciais e os empréstimos de livros foram interrompidos. Diante disso, o contato com o público, com ações de incentivo à leitura, foi mantido por meio das redes sociais. Ao longo desse período, foram indicadas sugestões de mediação e rodas de leitura, apresentação de contações de histórias, a manutenção do quadro Cinemateca Kids com indicação de livros e filmes baseados em obras literárias, a apresentação de curiosidades sobre as datas comemorativas e a divulgação de obras e autores sergipanos”, explicou Aline Silva, responsável pelo setor.

Assessoria de Comunicação da SEDUC – ASCOM

 

 

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