Diga não ao aborto e sim à vida

Enquanto o Brasil e o mundo está imerso e aflito por conta da pandemia do Coronavírus, a suprema corte do nosso país, que parece viver em um universo de fantasia, agendou para esta semana, no dia 24 de abril, o julgamento da ADI 5581, que trata sobre a liberação do aborto em caso de zika vírus.

Não desejo na coluna desta semana ir de encontro à honra pessoal dos ministros que compõem o Supremo Tribunal Federal, muitos outros já fizeram isso, eu mesmo já fui um deles em outrora oportunidade. O meu ensejo nas humildes palavras a seguir é defender o bem mais precioso que nos foi concedido por Deus. A vida e sua concepção desde o início.

A vida é um dom de Deus, nos lembra Frėdéric Bastiat no início de sua grande obra, A Lei, escrito em 1850. Nela, o autor advoga entre outras medidas que as leis promulgadas devem zelar pelas faculdades primordiais da existência da humanidade. Deus, em sua infinita sabedoria e misericórdia, incumbiu-nos de preservar, desenvolver e aperfeiçoar a nossa condição humana.

Bastiat, ainda na metade do século XIX, alertou para a corrupção da Lei e como ela poderia ser utilizada para afrontar aquilo que a princípio garantiu sua própria existência.

Em seu primeiro capítulo, o autor explicita que:

“Este processo é necessário
para que a vida siga o curso que lhe está destinado. Vida, faculdades, produção — e, em outros termos, individualidade, liberdade, propriedade — eis o homem. E, apesar da sagacidade dos líderes políticos, estes três dons de Deus precedem toda e qualquer legislação humana, e são superiores a ela. A vida, a liberdade e a propriedade não existem pelo simples fato de os homens terem feito leis. Ao contrário, foi pelo fato de a vida, a liberdade e a propriedade existirem antes, que os homens foram levados a fazer as leis.”

Um outro pensador influente do Liberalismo, o filósofo John Locke, escreveu em um de seus tratados sobre o governo civil que os homens deveriam gozar dos chamados direitos naturais: Vida, Liberdade, Igualdade e propriedade privada. Notem que o direito à vida vem primeiro. Isso apenas prova que, sem o direito à vida, nenhum dos outros direitos pode existir.

Alguns especialistas apontam a periculosidade na aprovação dessa ADI, argumentam que a liberação do aborto no caso de zika tem um potencial de liberar o aborto em literalmente centena de condições que possam provocar malformações, tais como: infecções na gravidez por citomegalovírus, rubéola, toxoplasmose, sífilis, HIV, dentre dezenas de outras infecções e situações que tragam algum tipo de risco de sequela que podem ser associadas com a microcefalia.

Se um caso específico como o de Zica Vírus é liberado, ainda que não haja comprovação sólida da relação entre a doença e a sequela de microcefalia — e ainda que houvesse, que poder tem o STF para determinar quem deve viver ou morrer? –, abre -se um enorme precedente para que as doenças citadas acima também possam ser justificativas legais para a realização do aborto. Isso me lembra uma pensadora proeminente do movimento feminista, Margareth Sanger, que, em seus livros, defendia que deficientes e negros não deveriam nascer para a manutenção da “pureza da espécie humana” (esse argumento lhe soa familiar? Hitler defendia o mesmo, não à toa), enquanto que em suas clínicas afirmava defender o direito de liberdade de escolha das mulheres.

Podemos ver o quanto tais ideias são poderosas, e influenciam nossa sociedade até hoje. O STF age como mais um braço de uma agenda abortista e demoníaca, que contraria ao direito natural e à lei divina.
Não escrevo tais palavras por mim, mas pelas futuras gerações que ainda não nasceram, esses não possuem voz e por isso julgo ser necessário me levantar e ir de encontro aos inimigos da vida.

Muitos daqueles que defendem o aborto, posam como sendo heróis da justiça social, muitos desses mesmos são vegetarianos, lutam contra o extermínio dos ovos da tartaruga, levantam bandeira contra os canudos plásticos, abraçam árvores, defendem cachorros, gatos e papagaios, mas parecem ser cegos para o bebê no ventre da mãe.

Como um professor, linguista por formação, sei que as palavras possuem poder. Aborto nada mais do que é um eufemismo para assassinato de bebês. Que nunca nos esqueçamos disso.

Lembremos que o Brasileiro é majoritariamente contra o aborto, dito isso, conclamo a todos que aqui que me lêem a pressionaram os juízes da suprema corte e os políticos do congresso Federal para que estes se posicionem contra qualquer ideia que caminhe na direção de legalizar o aborto.

Encerro minha coluna dessa semana afirmando que aqueles que salvam uma vida estão salvando a humanidade.

Prof. Leonardo Lisboa
Presidente do Instituto Liberal de Sergipe e Alumni do Instituto Mises Brasil

 

 

 

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