Dose de esperança: vacinadores destacam relevância da imunização contra covid-19

Pouco mais de dois meses depois do início da vacinação contra covid-19 em Aracaju, quando a capital já imunizou mais de 7% da população, entre idosos e profissionais de saúde, aqueles que atuam na linha de frente da imunização, ou seja, os vacinadores, relatam os efeitos positivos da campanha promovida pela Prefeitura, através da Secretaria Municipal da Saúde (SMS).
 
Ao ter contato direto com as pessoas que já podem receber a vacina, é no olhar dos atendidos que o sentimento aflora e os desafios enfrentados até o momento começam a dar lugar à esperança. 
 
Seja no drive-thru montado no Parque Augusto Franco (Sementeira) ou nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), esses profissionais de saúde reforçam, diariamente, a importância da vacina para o bem comum e coletivo diante do momento pandêmico. 
 
Uma das vacinadoras é Cristiane Freitas. Ela, que tem uma mãe de 76 anos em casa, temia pelos dias futuros. Com a vacinação, a profissional começou a acalentar o sentimento de esperança. “Particularmente, meu medo era mais pelas pessoas que vivem comigo, minha mãe, meu esposo e meus dois filhos. Depois que chegou a vacina veio um pouco mais de tranquilidade, ainda mais depois que tomei as duas doses. As pessoas chegam com tanta gratidão quando vêm tomar a vacina e somos tomados por esse sentimento”, disse.
 
“É uma honra muito grande e uma imensa satisfação porque sei que estou fazendo algo por alguém e sei que vai surtir efeito, então, me sinto muito grata por fazer parte desse momento, por integrar o quadro da Secretaria. É uma responsabilidade muito grande porque não envolve só o aplicar a vacina, mas também a organização. Antes da vacina era um sentimento de incerteza, de medo, sobretudo porque quem trabalha na área da saúde está na linha de frente”, completa Cristiane.
 
No trabalho diário do Parque da Sementeira, uma das profissionais mais animadas é Rosiley Santos. Para ela, a gentileza é um dos melhores artifícios para tocar o coração das pessoas, sobretudo num momento em que o mundo vive milhares de perdas, diariamente. ““A sensação é muito boa quando a gente consegue levar essa dose de esperança para as pessoas”, frisa.
 
“Muita gente agradece, demonstra satisfação pelo nosso serviço, até presentes ganhamos. Antes, era muito angustiante porque víamos as vidas sendo perdidas e nem tínhamos ideia de quando a vacina iria chegar, mas, hoje, está chegando. Nessas horas reafirmo a minha escolha pela área da saúde. Faço porque amo, porque gosto de tratar ser humano como ser humano. Antes de vir pra equipe da vacinação, atuei no Nestor Piva e era muito triste ver as pessoas morrendo e ter a sensação de que não pude ajudar. Pelo menos aqui eu tenho como ajudar. É uma dose de felicidade que estou dando pras pessoas”, destaca Rosiley ao deixar a emoção tomar forma de lágrima. 
 
Como primeira experiência profissional, Graziele Vasconcelos teve a oportunidade de confirmar os trilhos que deseja seguir, mesmo depois de ter perdido um familiar para a covid-19. Atuando na campanha municipal de imunização, ela garante que o sentimento de é de “gratidão”.
 
“Primeiro, por estar viva. Então, estar aqui e ver uma pessoa feliz por tomar a vacina e grata pelo nosso trabalho é muito renovador. Alguns idosos já chegam aqui chorando, nos chamando de anjos, dizendo que somos pessoas enviadas por Deus”, confessa a profissional.
 
Para Graziele, todo esse trabalho “não tem preço”. “Tem gente que pede nossos nomes para colocar em orações ou chegam com cartas e bilhetes de agradecimento. A área da saúde é muito difícil porque vemos muitas situações delicadas de perto. Perdi uma tia pra covid e achei que não fosse conseguir voltar a trabalhar porque fiquei com muito medo de pegar a doença e passar para algum familiar e essa pessoa não resistir. Mas, teve um momento em que pensei: por que desistir se ainda posso ajudar muita gente? Então, voltei e confirmei que é a profissão que quero pra minha vida”, conta. 
 
Para Laís Fernanda da Paixão a vacina é um alento mais do que necessário, indispensável à saúde. “Algumas pessoas chegam aqui às lágrimas, porque perderam entes queridos para a covid, então, a vacina trás, de certa forma, um alento para elas e uma satisfação para nós que podemos proporcionar esse sentimento de mais tranquilidade”, diz.
 
Segundo ela, a pandemia representa um momento difícil. Antes da vacina, eu me perguntava como seria, como seguir em frente ao ver tanta tristeza. A pandemia ainda não acabou, mas, pelo menos, com o início da vacinação, temos a esperança de que, em breve, poderemos sorrir mais. Me sinto muito grata por vacinar as pessoas, por ver o sentimento de alegria no momento da imunização. É um trabalho que nos reanima”, afirma Laís. 

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