Em Sergipe ainda não há evidência da circulação da variante Delta do coronavírus

A informação foi confirmada nesta terça-feira, 24, pelo Laboratório Central de Saúde Pública de Sergipe (Lacen), unidade gerida pela Fundação de Saúde Parreiras Horta (FSPH) após relatório da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), responsável pelo sequenciamento genômico de amostras do Estado.

“Esse resultado que recebemos hoje tomou por base 30 amostras enviadas para Fiocruz, no início de agosto. Sendo que 26 foram selecionadas de forma aleatória e, quatro pacientes com caso inusitado com suspeita da variante Delta, porém nenhuma apresentou resultado positivo”, confirma a gerente do laboratório de Biologia Molecular, Gabriela Vasconcelos Brito Bezerra.

De acordo com a gestora, de março de 2020 até agosto de 2021, o Lacen, já encaminhou 389 amostras para sequenciamento genômico.  A escolha das amostras segue o critério de alta carga viral, contato com caso confirmado ou circulação em áreas críticas de circulação da variante de preocupação.  “O sequenciamento genético é importante para acompanhar a evolução do vírus e identificação de potenciais novas variantes”, explica Gabriela.
No cenário atual de Sergipe confirma a detecção de 12 linhagens do coronavírus, as mesmas do restante do Brasil: P.1; P.2; B.1 e B.1.1.33, sendo encontradas duas variantes de interesse em circulação, a Gamma (brasileira) e a Alfa (britânica).

O Lacen segue com o trabalho de testes RT-PCR de biologia molecular para diagnóstico da Covid-19. Desde o final de julho que o órgão recebe em média 500 amostras ao dia, e o tempo de liberação dos resultados em 24 horas. Em agosto, o índice de positividade reduziu para 10%.
“O aspecto positivo de não ser encontrada a variante Delta no Estado é que dá tempo de avançar na vacinação para aumentar a proteção da população que não eleve novamente as internações e ocupação de UTI’s”, salienta ao alertar que é importante a manutenção das medidas de proteção individual e coletiva para evitar o contágio com o coronavírus.

Testes

O processamento das amostras para detecção do novo coronavírus cumpre protocolos do Ministério da Saúde que estabelece prioridade nas análises dos pacientes hospitalizados por algum problema respiratório, casos especiais e que atendam a critérios epidemiológicos como, pacientes em Unidades de Terapia Intensiva (UTI’s), idosos acima de 60 anos, gestantes e puérperas, profissionais que trabalham em instituições de saúde, dentre outros.

 

 

 

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