Emília Corrêa: “Somos quase um poder inexistente”

Faltando poucos dias para o retorno dos trabalhos legislativos na Câmara Municipal de Aracaju (CMA), até o momento, nenhum vereador foi comunicado oficialmente de que forma acontecerão as sessões: virtuais, presenciais, ordinárias ou extraordinárias, é o que alega a vereadora Emília Corrêa (Patriota) que considera a falta de informação um desrespeito. 
“Falo com propriedade. Pode perguntar algum vereador (a) se eles sabem como serão os trabalhos na CMA. Muitas vezes nós, que somos membros do poder, sabemos das “novidades” através da imprensa. Somos, praticamente, um poder inexistente”, destacou.
Emília, que tanto preza pela independência do legislativo, lamenta o fato da CMA ser um “anexo” da prefeitura. “A gente não pode admitir isso. Não é dessa forma que deve funcionar. Ter uma Casa que é submissa ao prefeito é, no mínimo, preocupante”, afirmou.
De acordo com a oposicionista,  essa submissão tem o respaldo   do grande número de vereadores de situação. “É muito triste isso. Temos vereadores (as) que têm interesse de fazer o que deve ser feito, mas por termos a maioria massacrante da bancada, as coisas são bem mais complicadas. Não deveria, mas, infelizmente, não é exagero dizer que quem manda na CMA é o prefeito. Não temos autonomia”, declarou.
Por Andrea Lima DRT 1861SE
Foto: César Oliveira

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