Escolas estaduais do Alto Sertão Sergipano conquistam 35 bolsas de iniciação científica

O ano de 2020 começou e sete escolas do Alto Sertão Sergipano, circunscritas à Diretoria Regional de Educação 7 (DRE7), comemoram a seleção de nove projetos no Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica aos estudantes de Ensino Médio (PibicJr), da Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (Fapitec). Serão 35 bolsas remuneradas direcionadas aos alunos do ensino médio da rede estadual.

Prática que vem ganhando força na região, a partir do incentivo e instrumentalização da DRE7, os trabalhos que foram aprovados têm como base de estudo os arranjos produtivos e potencialidades agrícolas dos municípios, alternativas e possibilidades de educação profissional no campo, temáticas socioculturais, além da reflexão sobre a melhoria dos índices educacionais. As linhas de pesquisas serão desenvolvidas este ano nas unidades de ensino.

As escolas selecionadas foram as seguintes: Colégio Estadual Almirante Tamandaré e Colégio Estadual Monsenhor Fernando Graça Leite, em Nossa Senhora de Lourdes; Colégio Estadual Nelson Rezende de Albuquerque, em Gararu; Colégio Estadual Professora Clemência Alves, Colégio Estadual Quilombola 27 de Maio, Colégio Estadual Lourival Baptista e o Colégio Estadual Maria Zenite dos Santos, unidades situadas no município de Porto da Folha.

De acordo com a professora Elaine Silva Tomé, gestora da DRE 7, em agosto de 2019, a regional focou na operacionalização das ações de iniciação científica nas escolas do Alto Sertão, previsto no Plano de Gestão. Para tanto, foi criada uma comissão na qual os membros teriam a missão de incentivar e a fomentar as práticas exitosas entre professores da rede. “Pensamos em algo que pudesse contribuir na permanência dos nossos estudantes na escola e garantir uma aprendizagem que fizesse sentido a esses alunos, como aconteceu no Colégio Estadual Professora Clemência Alves da Silva, e no Centro de Excelência Maria das Graças Meneses Moura, unidades que já vivenciam ações científicas em suas rotinas”, explicou, destacando a contribuição do professor José Natan, do Colégio Clemência Alves, na sensibilização dos gestores escolares a participarem de editais e programas de fomento a ciência na escola.

Na comissão, que culminou na criação de um grupo no WhatsApp, os educadores trocam experiências e compartilham dicas de como submeter os projetos em editais, bem como o debate de temáticas e abordagens de estudo. “A comissão foi primordial para esse resultado. Uma verdadeira surpresa que proporcionou a aprovação de sete escolas; nove projetos e 35 bolsas”, celebrou a professora Marcia Beatriz, técnica da regional, referindo-se ao PibicJr.

 

Projetos

 

Fortalecer o processo de disseminação das informações e conhecimentos científicos e tecnológicos básicos, e desenvolver atitudes, habilidades e valores necessários à educação científica e tecnológica dos estudantes, esses são os principais objetivos do PibicJr. Foi baseado nessas diretrizes que os professores do alto sertão submeteram seus projetos, vislumbrando ganhos significativos na trajetória acadêmica dos jovens estudantes.

Selecionado com três projetos, o professor José Natan Goncalves da Silva é um entusiasta da iniciação científica na educação básica. Desde 2018, o educador trabalha ações de ciência com a comunidade estudantil do Colégio Estadual Professora Clemência Alves, em Porto da Folha.

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Os primeiros passos foram dados com construção de uma horta escolar, estimulando as práticas agrícolas sustentáveis, e um projeto que investigou as causas e consequências da evasão escolar. “Os projetos possibilitaram que os alunos do ensino médio fossem protagonistas na pesquisa científica, etapa que muitas vezes fica restrita ao ensino superior. Além disso, as bolsas remuneradas foram um incentivo simbólico ao desenvolvimento das atividades, que contribuíram para a permanência do aluno na instituição de ensino”, disse.

Ainda de acordo com ele, com a socialização dos resultados de 2018, surgiu a ideia de incentivar professores e diretores de outras escolas a aderirem ao Pibic Jr. “A DRE7 abraçou a causa e inseriu a iniciação científica em seu plano de gestão. O resultado disso foi a aprovação de nove projetos, em sete escolas da DRE7, que receberam 35 bolsas remuneradas a serem destinadas aos alunos executores dos projetos”, explicou o professor Natan.

No Colégio Estadual Professora Clemência Alves da Silva foram aprovados três projetos e 12 bolsas remuneradas. Um projeto irá tratar sobre a ressignificação de práticas agrícolas e hábitos alimentares de escolares do campo, o outro reportará sobre a importância da feira-livre na dinâmica social, econômica e cultural do povoado Lagoa do Rancho, Porto da Folha/SE, comunidade onde está inserida a instituição de ensino, e o terceiro projeto refere-se às alternativas e possibilidades de profissionalização para a juventude rural.

“Como professor coordenador dos projetos no Colégio Clemência e defensor da iniciação científica na educação básica considero que ações como essas ampliam as possibilidades de aprendizagem e inserem os alunos no processo de construção do conhecimento. De certa forma, contribuímos na formação de um aluno protagonista, que define estratégias na investigação da pesquisa e na aprendizagem dos conteúdos escolares. A adesão ao PibicJr, programa promovido pela Fapitec/SE, também demonstra que a escola deve estar aberta a parcerias na execução de suas ações. Existe um mundo de possibilidades para desenvolvermos boas práticas de ensino e a iniciação científica é uma dessas”, assegurou José Natan.

Além disso, outras pesquisas estarão na rotina dos estudantes da rede pública de ensino do alto sertão. São os seguintes projetos: Experimentos através da análise da qualidade do leite da vaca produzido no povoado de Lagoa Redonda; numa perspectiva ciência, tecnologia e sociedade, do professor Felipe Silva de Oliveira. A cultura das plantas medicinais na comunidade quilombola Mucambo como instrumento de resgate histórico e contextualização para o ensino de ciência, e o projeto Horta e compostagem na escola: o estudo da sustentabilidade racional, da professora Maria Clara Pinto Cruz; Os reflexos do Ideb no desenvolvimento das práticas escolares: os desafios e possibilidades anteriores e posteriores a divulgação do índice, projeto do professor Edvonaldo Florêncio e Silva; Química em Ação: criação de um espaço temático, lúdico-experimental, por meio da utilização de materiais alternativos para o ensino da química, da professora Rafaela Cristina da Silva Santos; Mel Portofolhense, nossas flores têm mais mel e mais sabores, do professor Gildo Gouveia de Oliveira.

“Nossa proposta será finalizar as ações com uma feira com todos esses projetos. Meus agradecimentos e parabéns são para todos os gestores e professores que abraçaram a proposta, que apoiaram e acreditaram numa educação com mais significado para os nossos estudantes. São dignos de aplausos”, finalizou a gestora Elaine Silva Tomé.

 

Por Leonardo Tomaz

 

 

 

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