Estudantes da Rede Pública Estadual são medalhistas na Olimpíada Nacional de História do Brasil

Duas equipes formadas pelo Colégio Estadual Dom Mário Rino Sivieri, localizado no município de Lagarto, na Região Centro-Sul de Sergipe, levaram para a unidade escolar as medalhas de cristal e bronze da 12ª edição da Olimpíada Nacional de História do Brasil. A etapa final do concurso organizado pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) aconteceu neste domingo, 22, por meio de transmissão ao vivo via YouTube.
“Estamos nesse projeto há 4 anos, sempre inscrevendo mais equipes porque os alunos se engajam bastante. É um projeto de ensino porque, para realizarmos, fazemos formações antes do início das fases. Este ano inscrevemos 11 equipes, mas por conta da pandemia, alguns estudantes não conseguiram participar”, declarou Cleiton Melo Jones, professor de História e responsável pela inscrição dos estudantes.
A competição envolveu equipes de oitavo e nono anos do Ensino Fundamental e do Ensino Médio de todo o Brasil. Ao apresentar uma proposta inovadora de estudar a história do Brasil, o concurso aborda temas fundamentais a partir de documentos históricos, imagens, mapas, textos acadêmicos, pesquisas inéditas e debates historiográficos. No Colégio Estadual Dom Mário Rino Sivieri, 11 equipes foram organizadas, seis das quais percorreram seis etapas e duas chegaram até a final.
“A cada semana recebemos uma prova de múltipla escolha com uma tarefa. Temos uma semana para responder e um dia de intervalo entre as fases, quando sai o resultado da próxima etapa. A eliminação acontece de forma progressiva. Da fase 1 para a fase 2 eliminam-se 10% das equipes. Da segunda para terceira eliminam-se mais 30%. E assim vai até a fase 5. De quase 18 mil equipes chegam 2 mil à fase 5, que é de produção dos trabalhos escritos. E na fase 7 cerca de 400 equipes”, explicou o professor Cleiton, acrescentando que na fase 7 os estudantes são avaliados a partir da produção de textos com os temas Intolerância religiosa, Genocídio da população negra, Genocídio da população indígena e Violência de Gênero.
De acordo com ele, desde 2017 as equipes da unidade escolar onde leciona se mobilizam para participar. Os grupos são formados por três estudantes e um professor. “Em 2017, tínhamos três equipes (nove alunos), 2018 eram nove equipes (27 alunos), no ano de 2019 foram formadas 10 equipes (30 alunos) e no último ano inscrevemos 11 equipes (33 alunos). Quase 100 alunos já participaram. Muitos continuam participando em outras escolas durante o Ensino Médio. Isso porque oferecemos aqui o Ensino Fundamental regular e EJA Médio”, relatou o professor Cleiton.
Além das duas equipes finalistas da unidade escolar Dom Mário Rino Sivieri, o Instituto Federal de Sergipe (Lagarto) também chegou à última fase com uma equipe e mais quatro grupos de escolas da Rede Privada, totalizando quadro medalhas. Ao todo, Sergipe foi representado por 389 equipes na competição, sendo a primeira vez em muitos anos que equipes sergipanas da escola pública tornam-se finalistas. E, de forma inédita, equipes do Ensino Fundamental.
O Nordeste foi a região que conquistou o maior número de medalhas. Do total de 90 distribuídas, 64 foram para a região. A final contou com 421 equipes de todos os estados brasileiros, num total de 1,6 mil participantes. Ao todo, foram entregues 40 medalhas de bronze, 30 de prata e 20 de ouro.
Alunos medalhistas do Colégio Estadual Dom Mário Rino Sivieri:
Equipe Historiadores do Passado:
Daniel Vitor dos Anjos Silva
Jessielle da Silva Carvalho
Yandra Dandara Guimarães Santana
Equipe Historiadores Dom Mário
Kathellen Lorrane Souza Silva
Iran Reis de Jesus
Ana Vitória dos Santos Souza.

Notícias de Sergipe

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