Falta de adesão mostra que Danielle sequer conseguiu ser a candidata da oposição

Danielle Garcia (Cidadania), apesar de ter chegado ao segundo turno da disputa pela Prefeitura de Aracaju, no qual enfrentará o prefeito e candidato à reeleição Edvaldo Nogueira (PDT), não se tornou a candidata da oposição, como se observa ao final da primeira das duas semanas de campanha da segunda etapa deste pleito eleitoral.

Enquanto Edvaldo já recebeu o apoio político de mais cinco partidos, Danielle somou apenas o apoio de Paulo Márcio, da Democracia Cristã, partido que declarou neutralidade, posição adotada também pelos prefeituráveis Rodrigo Valadares e Lúcio Flávio para negar apoio à candidata do Cidadania.

A vereadora reeleita Emília Correa, assim como o seu Patriota, negou apoio a Danielle, com quem rompeu ainda na pré-campanha após ser atropelada sorrateiramente pelo senador Alessandro Vieira, presidente do Cidadania em Sergipe e líder político da candidata deste partido à Prefeitura de Aracaju.

Com minguados 21,31% dos votos válidos, menos da metade dos 45,57% de Edvaldo, Danielle não conseguiu avançar sobre os demais agrupamentos de oposição ao prefeito, e isso a mantém isolada e enfraquecida para fazer frente a essa diferença de 24 pontos percentuais que a separaram do favorito da disputa.

Com discurso de renovação, mas aliada a nomes da velha política, a candidata do Cidadania invalidou sua principal bandeira de campanha. E isso a fez figurar isolada durante a campanha, numa tentativa frustrada de se afastar dos aliados Valadares Filho, Eduardo e Edivan Amorim, cujos partidos (PSDB/PSDB/PL) que presidem alugaram suas estruturas à candidatura dela.

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