Falta transparência na gestão de Marcos Santana, revela Ministério Público

O Inquérito Civil instaurado pelo Ministério Público Estadual para apurar indícios de irregularidades no processo licitatório feito pela Prefeitura de São Cristóvão no contrato com a Pau Viola Produções tem mostrado que não existe transparência na gestão de Marcos Santana.
 Após solicitar todos documentos necessários para investigações referentes a contratação e não receber retorno, o Ministério Público encaminhou um oficio determinando que, no prazo de 20 dias, toda a documentação deve ser entregue.
Dentre os documentos solicitados estão notas fiscais e comprovantes de pagamento do valor total do contrato nº 87/2017, uma vez que nos autos só consta a comprovação do pagamento do valor de R$416.400,00”. No ofício, o MP pede ainda que seja comprovado “o pagamento de R$1.326,00, uma vez que conforme documentação acostada aos autos, fora empenhado o valor total de R$417.726,00 e pago R$416.400,00, restando o saldo acima especificado”, pontuou a promotora.
 Para o pré-candidato a prefeito de São Cristóvão, Adilson Júnior, deve haver alguma razão para a omissão de partes da documentação durante todo esse tempo.
 “Por que razão, um prefeito que a todo tempo prega a transparência, tem reprimido documentos extremamente importantes para alcançar a verdade? A população merece resposta. Foi priorizada a contratação da empresa Pau Viola, mesmo cobrando um valor bastante superior comparado aos demais concorrentes, e queremos entender estes critérios contratuais, como também se há ou não irregularidade no mesmo”, destacou.
Caso a prefeitura não cumpra com o prazo de 20 dias imposto pelo Ministério Público, Marcos Santana poderá responder por improbabilidade administrativa, além de ser punido com pena de reclusão de 1 a 3 anos e multa.
 Além disso, se for comprovado que há irregularidades, o prefeito poderá ser acusado, processado e condenado.
Comissão Parlamentar de Inquérito
 Outra questão que chamou a atenção do pré-candidato é o fato da empresa Pau Viola também estar ligada ao pedido de CPI arquivada na Câmara do município.
“Por coincidência, trata-se da mesma empresa que é alvo de um pedido de CPI na Câmara Municipal de São Cristóvão, a qual, foi arquivada uma vez e espera-se que, brevemente, seja retomada” pontuou.
Os fatores supracitados demonstram que, além de interferir no processo jurídico ao não enviar as informações necessárias, Marcos tenta prejudicar o andamento da CPI, por meio do seu arquivamento.
“O questionamento que deixo é: Por quê? Quais razões o prefeito Marcos Santana tem para dificultar tanto os processos jurídicos?”, reiterou.

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