Fluxo de regulação do HCamp é crucial para evitar contaminação de pacientes

Seguindo os rigorosos protocolos do Ministério da Saúde, o Hospital de Campanha Cleovansóstenes Pereira Aguiar, construído em caráter emergencial pela Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), é uma das unidades de referência no tratamento de covid-19 em Aracaju, sendo responsável pela recuperação de centenas aracajuanos infectados pelo patógeno.
Toda a estrutura, montada no estádio João Hora, no bairro Siqueira Campos, funciona de forma coordenada, com um fluxo de atendimento inteligente que ajuda a evitar contaminações tanto de pacientes que chegam com os sintomas da doença e precisam ficar internados, aguardando o resultados do exame que constate a infecção, quanto dos profissionais que lidam diretamente com esse público.
Nesse sentido, a SMS, seguindo protocolos médicos, tem um direcionamento específico para casos de pacientes que chegam ao HCamp com a suspeita da doença. Para isso, é feita uma triagem que se inicia ainda nas Unidades de Pronto Atendimento (Upa) Nestor Piva e Fernando Franco, ou nas oito Unidade Básicas de Saúde (UBS) que estão recebendo pacientes com síndromes gripais. Essa primeira abordagem é fundamental, como explica a coordenadora do HCamp, Carolina Lopes.
“Nessas unidades é feita a triagem dos pacientes com características de covid-19. Depois disso, o paciente suspeito passa para um médico regulador, que vai verificar se ele tem perfil para o Hospital de Campanha. Na sequência, esse paciente passa novamente por um médico já no HCamp, que confirma se tem mesmo o perfil. Na regulação, quando o paciente é encaminhado, já é coletado o PCR, mas não tem como saber na mesma hora porque esse exame demora, então, é feito o teste rápido. Quando o teste é não reagente, não quer dizer que essa pessoa não esteja com o vírus. Nesse caso, o paciente continua como suspeito”, detalha a coordenadora.
Até o resultado dos exames serem divulgados, o paciente é direcionado para a Ala Amarela do HCamp, onde se encontram os casos suspeitos, ou seja, os que apresentam sintomas de síndromes gripais, mas ainda não receberam confirmação positiva de teste da covid-19. Os aracajuanos que já receberam a confirmação são distribuídos para as demais Alas (Azul, Laranja, Rosa, Verde e Vermelha), de acordo com a gravidade do caso, justamente para não haver contaminação.
“Nós temos uma Ala Amarela e os pacientes suspeitos vão para lá. Eles só saem dessa Ala se positivar ou se instabilizar.  A equipe que cuida dos pacientes da Ala suspeita é uma e a equipe que cuida dos pacientes da Ala confirmada é outra, justamente para não ter uma contaminação. De vez em quando um médico que está numa Ala precisa ir para outra, aí ele faz todo o processo de desparamentação, volta a se parementa de novo para entrar na Ala, visando não ter contaminação”, esclarece a coordenadora.
Carolina Lopes diz ainda que, quando há testes negativados, o paciente é conduzido a outro hospital. “Ele é encaminhado para outra unidade. Se for o caso de paciente que precisa de UTI, a gente informa que o paciente testou negativo e encaminha. Ele vai ser regulado para um hospital que não atenda casos de covid-19”, afirma, ao revelar que o índice de paciente que chega com suspeita e depois o exame constata negativo é irrisório. “Noventa e nove por cento dos casos suspeitos testam positivo. São poucos que dão negativo. A gente tem esse cuidado para não contaminar as pessoas que vêm suspeitos, mas testam negativo”.
Mas a partir do momento em que o resultado do exame dá positivo, imediatamente o paciente, que era suspeito, sai da Ala Amarela para outra adequada conforme o seu agravamento, para não contaminar quem é suspeito. “Tentamos individualizar as equipes. Os profissionais ficam paramentados. Todos os pacientes ficam com máscaras e os profissionais médicos com os devidos equipamentos de segurança individual”, complementa a coordenadora.
Características das Alas
Conforme a coordenadora, as alas são classificadas em cores – Amarela, Azul, Laranja, Rosa, Verde e Vermelha – e nelas são tratados os casos de baixa e de média complexidades. Os casos de alta complexidade, isto é, que necessitam de leitos de tratamento intensivos (UTI), são regulados pela Secretaria de Estado da Saúde.
Na Ala Amarela, encontram-se os pacientes suspeitos. Se o perfil for de maior gravidade, os pacientes são encaminhados para as alas Vermelha e Laranja, onde vão dispor de uma atenção profissional mais especializada e intensa, assim como dos equipamentos necessários para uma eventual ventilação mecânica ou utilização de uma droga mais específica.  A Ala Rosa é um local de remissão, destinada aos pacientes que apresentaram melhoras a ponto de serem movidos das alas Vermelha ou Laranja.
Na Ala Azul estão internadas pessoas cujo quadro apresentou melhora após estar em situação mais grave, e pacientes que não apresentam uma maior gravidade. Ela foi concebida para ser a porta de entrada da unidade. Enquanto que na Ala Verde estão os pacientes também com casos de baixa complexidade, mas que já estão há dias hospitalizados e com um quadro clínico estável.

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