Jogos Olímpicos de Tóquio: Nutricionista fala sobre a relação dos atletas com a alimentação

Dieta é estruturada de acordo com a modalidade e a intensidade do esporte praticado

Os olhos de todo o mundo seguem voltados para Tóquio. A capital do Japão é a sede dos Jogos Olímpicos, que chega a sua 32ª edição depois de ter sido adiado de 2020 para 2021, em meio a uma pandemia que afetou todo o planeta.

Para o sucesso no esporte, não apenas o treinamento físico é importante. A nutrição correta dos esportistas também é um fator de grande relevância para que eles tenham a energia necessária a fim de enfrentar todo o esforço envolvido e evitar a fadiga muscular. A professora do curso de Nutrição da Estácio, Marcella Tamiozzo, explica que não existe uma dieta específica para cada tipo de esportes, mas para a escolha do tipo correto de alimentação, as modalidades podem ser divididas em três categorias:

“A primeira categoria é a dos esportes de longa duração ou resistência, como maratona, natação e ciclismo, onde o consumo calórico chega a ser altíssimo, porque o atleta necessita de muita energia para ter um bom desempenho. Neste caso, o consumo de carboidrato e a hidratação adequada antes, durante e após a competição, são fundamentais”, detalha a nutricionista.

A segunda categoria é dos esportes de peso, como boxe e judô, e dos esportes mais estéticos, como nado sincronizado e ginástica olímpica.

“Neste caso, controle de peso é fundamental, sendo muitas vezes necessário uma dieta equilibrada, que deve fornecer os nutrientes que o atleta precisa, porém, o nível de caloria deve ser mais controlado a fim de atingir o peso adequado para a competição”, explica Marcella Tamiozzo.

Na terceira categoria, a nutricionista cita os esportes da modalidade de força, como levantamento de peso, em que a dieta visa favorecer o ganho de massa muscular e onde, muitas vezes, é necessária até mesmo a utilização de alguns suplementos.

Marcella salienta que a dieta dos atletas nas competições é diferente daquela que eles devem seguir durante o treinamento. ”A dieta não é a mesma, porque o treinamento durante o preparo pode ter duração e intensidade diferentes do dia da competição em si. Existem preparos em que o atleta treina 8 horas por dia, e na competição a duração é menor. A dieta deve ser calculada com base nos dois fatores: tempo e intensidade. Quanto maior for a intensidade e o período da competição, maior é a necessidade energética”.

Já no dia da competição, a professora da Estácio indica que é preciso estar atento ao tipo de alimento consumido, pois existem fatores como a digestibilidade do alimento, que pode acabar influenciando no rendimento do atleta. “O dia da competição não é hora de experimentar refeições novas, e sim ingerir alimentos já conhecidos para que não ocorra problemas digestivos e acabe prejudicando o atleta, frisa”.

E para quem acha que vida de esportista é fácil, a professora destaca que a educação alimentar deve ser uma filosofia de vida para o atleta, além de ter que fazer um controle do tipo de alimento e quantidade que ingere.

“Sabemos que alguns tipos de alimentos fonte de gorduras saturadas, gorduras trans e açúcar, podem desencadear problemas de saúde, como aumento de colesterol, triglicerídeos e glicose, e isso pode prejudicar a saúde do atleta e seu desempenho. Estas mesmas regras na hora de escolher a alimentação valem também para quem não é atleta profissional, mas gosta de praticar esportes e quer manter uma vida equilibrada e saudável”, concluiu a professora da Estácio.

Informações da assessoria

 

 

 

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