Márcio Macedo escancara contradição do PT ao avalizar aliança com bolsonarista

Pré-candidato petista à prefeitura de Aracaju, Márcio Macedo disse “sim” a aliança do PT a uma pré-candidatura bolsonarista no Rio de Janeiro. Polêmico, o apoio petista a um candidato apoiador do presidente Jair Bolsonaro precisou ser decidido pela Direção Nacional do partido, da qual Márcio é vice-presidente.

Junto a outros 28 petistas, Márcio votou favorável a aliança do partido com o prefeito de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, Waguinho (MDB), pré-candidato à reeleição e bolsonarista convicto. Assim, com 29 votos a favor, 25 contrários e 11 abstenções, o PT garantiu apoio a uma pré-candidatura diretamente ligada ao bolsonarismo.

Dessa forma, ao decidir em favor de um bolsonarista, Márcio não apenas contradiz o discurso de oposição ao presidente Jair Bolsonaro e às práticas políticas adotadas pelo bolsonarismo, como também inviabiliza todo o discurso com o qual tentava amparar sua combalida pré-candidatura.

Para lançar a pré-candidatura de Márcio Macedo, os petistas levaram o partido ao isolamento político no principal colégio eleitoral do estado ao romperem com o bloco governista, na capital, liderado por Edvaldo Nogueira (PDT). Para isso, demagogicamente, argumentaram que o prefeito e pré-candidato à reeleição teria guindado à direita do espectro político por ter o apoio de partidos como PSC e PP.

Os petistas fingem esquecer, porém, que das três eleições nas quais Márcio disputou uma vaga na Câmara dos Deputados, a única em que o agora pré-candidato a prefeito de Aracaju obteve êxito, a de 2010, o partido compunha uma coligação junto ao mesmo PSC que hoje, incoerentemente, criticam.

De igual modo acontece com o PP do deputado federal Laércio Oliveira, que garante a Edvaldo o mesmo apoio dado à chapa vitoriosa para o governo do Estado, a partir da qual o PT passou a ocupar a vice-governadoria.

Assim, sem rumo e na lanterna da corrida pelo comando da prefeitura da capital sergipana, o PT corre desesperado contra com o tempo para tornar viável a pré-candidatura de Márcio Macedo, cujo nome não passa de 1% das intenções de votos em todas as pesquisas de opinião já divulgadas até o momento.

Neste sentido, Márcio Macedo e Rogério Carvalho pressionaram o ex-presidente Lula a buscar o apoio do ex-governador Jackson Barreto (MDB), sem sucesso, ressalte-se. Essa jogada, contudo, expôs a tentativa desesperada do PT de alavancar a pré-candidatura do partido em Aracaju, a qual, dado o isolamento político em que se encontra, e por falta de opção, deve resultar numa chapa puro-sangue bastante enfraquecida e nada competitiva.

 

 

 

 

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