Maternidade em construção irá beneficiar diversos bairros sergipanos e realizar 500 partos mensais

A primeira maternidade pública municipal da capital sergipana, que a Prefeitura de Aracaju está construindo no bairro 17 de Março, na zona Sul, vai beneficiar também, além da comunidade local, as famílias dos bairros Santa Maria, São Conrado, Atalaia, Coroa do Meio, Aeroporto, Farolândia e toda a Zona de Expansão.

Essa nova unidade de saúde do município terá capacidade para realizar cerca de 500 partos todos os meses e é resultado de um investimento de quase R$17 milhões, feito a partir de convênio firmado pela Prefeitura com o Governo Federal.

O local para abrigar a maternidade foi escolhido com critérios e baseado em um direcionamento social comum às ações da atual gestão da administração municipal. E a escolha pelo 17 de Março não foi feita somente por ter sido projetado para ser bairro modelo da capital, mas, sobretudo, por toda a realidade que envolve a sua população.

“Se trata de uma região carente, populosa. Portanto, justamente pelas fragilidades e vulnerabilidades sociais que o 17 de Março foi o bairro escolhido para a construção da maternidade. Levando em consideração a realidade dos bairros vizinho, temos um grande número de grávidas, muitas delas ainda adolescentes, um grande número, também, de crianças por família. Essa é uma região estratégica exatamente por sua fragilidade. Somente nesses dois bairros, vamos abarcar cerca de 34 mil pessoas”, projeta a secretária municipal da Saúde, Waneska Barbosa.

De acordo com dados do sistema de acompanhamento da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), somente em 2019, nos bairros 17 de Março, Santa Maria, São Conrado, Atalaia, Coroa do Meio, Aeroporto e Farolândia, já nasceram 2.104 bebês, sem contar as demais localidades da Zona de Expansão, sendo que, apenas no bairro onde a maternidade está sendo erguida e no Santa Maria, foram 838 nascidos.

No canteiro da obra, cerca de 80 trabalhadores dividem-se em várias frentes executando alvenarias, escadas de emergência, rampas e a última laje dos quatro pavimentos previstos. “A obra está sendo desenvolvida dentro do cronograma e, com base no que já foi feito, a partir de agora, a tendência é que ganhe mais celeridade”, garante o presidente da Empresa Municipal de Obras e Urbanização (Emurb), Sérgio Ferrari.

“Está na gênese, o 17 de Março ser, de fato, um núcleo habitacional amparado pelo poder público que atua como mediador de distorções socioeconômicas, e essa maternidade é uma fotografia real da prioridade dada pela gestão municipal”, completa o presidente da Emurb.

Atualmente, o município de Aracaju, propriamente dito, tem apenas uma maternidade com o serviço terceirizado, a Santa Isabel, que tem a mesma característica da unidade que está sendo construída, porém, esta última tem como diferencial a modalidade de parto humanizado.

“Ou seja, existe a possibilidade de trabalharmos com doulas, de haver a participação do parceiro da gestante, quartos com banheiras para facilitar o movimento do parto, então, é uma proposta diferente, na perspectiva do parto mais saudável possível. Obviamente, o parto cesáreo será feito somente quando, de fato, houver uma indicação médica”, destaca Waneska.

Estrutura

A maternidade ocupa uma área de 7.589,92 m² e o projeto contempla a edificação de quatro pavimentos, duas salas cirúrgicas, uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), 25 salas e dois elevadores. O estacionamento terá capacidade para 95 veículos e disponibilizará três vagas exclusivas para ambulâncias. A atual gestão municipal realizou adequações no projeto dentro das normas de acessibilidade.

A unidade terá em sua estrutura dez leitos de Unidade de Terapia Intensiva neonatal (UTIn); outros dez leitos de Unidade de Cuidado Intermediário Neonatal Convencional (UCINCo); cinco leitos de Unidade de Cuidado Intermediário Neonatal Canguru (UCINCa); 50 alojamentos conjuntos (mãe e bebê agrupados); duas salas cirúrgicas com três leitos de recuperação pós anestésica; três leitos de cuidados intermediários; dois leitos de estabilização; nove leitos de aplicação de medicação e observação; oito quartos PPP; além de um cartório.

“É uma maternidade que, estruturalmente, vai ser muito grande. Há uma expectativa de que ela atenda a 500 partos por mês e numa região carente. Isso é de relevância muito grande e um salto de qualidade para a saúde do município. É um equipamento muito importante do ponto de vista da assistência porque ele é o ponto final de toda a linha de cuidado da mulher, que se inicia na UBS, perpassa pela rede de atenção especializada, quando é indicado, chegando à maternidade e, partir dali, se inicia outra linha de cuidado, agora, com a criança”, frisa a secretária.

 

 

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