No mês do autismo, especialista conscientiza inclusão de autistas na sociedade e a importância do acompanhamento multiprofissional

Segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), cerca de 1% da população mundial é tem Transtorno do Espectro Autista (TEA), caracterizado pelo atraso no desenvolvimento das habilidades sociais, comunicativas e cognitivas. Dando mais visibilidade a essa questão, no mês de abril é realizada a campanha Abril Azul, com o objetivo de ajudar a população de todo o mundo a se conscientizar sobre a inclusão de pessoas com autismo.

Segundo o psiquiatra cooperado da Unimed Sergipe, Celso Vilas-Boas, o transtorno se apresenta em graus e isso é o que se denomina de espectro autista. “Atualmente se observa a existência do espectro autista, ou seja, o autismo se apresenta em grau leve’ Asperger, moderado e grave. Ainda não se tem uma causa clara. Todavia, não se descarta a genética, muito embora a síndrome obedeça a fatores diversos”, explica o médico.

Algumas das associações que acontecem com as pessoas autistas são a deficiência intelectual, dificuldades de coordenação motora e de atenção e, às vezes, problemas de saúde física, como sono e distúrbios gastrointestinais, transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, dislexia ou dispraxia.

No entanto, a maioria das pessoas com autismo possui facilidade em aprender visualmente, são atentas aos detalhes e à exatidão, possuem uma capacidade de memória acima da média e  podem se destacar em música, arte e matemática.

Mesmo o autismo podendo ser determinado apenas por um especialista, algumas características de que alguém que tenha o transtorno podem ser observadas já precocemente, ao nascer da criança.  Nos maiores, algumas reações podem ser observadas: não se reconhecer pelo nome, não reclamar ao ser deixado sozinho, ter fisionomia pouco expressiva, não interagir com outras pessoas e ter comportamentos repetitivos.

“É possível constatar já ao nascer quando o neonatologista recebe o recém nascido, a ausência de tônus muscular. Este primeiro dado é importante porque faz-se necessário por parte dos pais a estimulação precoce do bebê. Mas é possível que este dado não seja observado no início. Já durante a amamentação e nos primeiros dias de vida, o bebê apresenta-se “diferente”: não suga o mamilo durante a amamentação, permanece muito quieto no berço sem chorar, mesmo quando molhado e com muito tempo sem alimentação”, destaca o psiquiatra da Unimed Sergipe, pontuando alguns dos primeiros sinais de que a criança pode ser autista.

Acompanhamento multiprofissional

Segundo Celso Vilas-Boas, a depender do grau do autismo, indica-se o melhor procedimento possível. De toda forma, é sempre recomendável que a criança autista tenha acompanhamento multiprofissional

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“Recomenda-se psicoterapia com profissional especializado, acompanhamento com fonoaudiólogo, com profissional de educação física, e, a depender do grau do autismo, frequência a escola capacitada. O acompanhamento psiquiátrico é indicado quando a criança apresenta sintomas graves de agitação psicomotora e agressividade. É importante que também os pais tenham acompanhamento psicológico”, orienta o psiquiatra.

Reforçando a importância do acompanhamento multiprofissional, especialmente para ajudar a pessoa no convívio em sociedade, o especialista cita o caso de uma autista nos Estados Unidos que graduou-se em genética de equinos, chegando a fazer mestrado e doutorado, vindo a proferir palestras na sua área.  “É possível que o autista não grave tenha convivência natural com as pessoas e os mais graves possam ter acompanhamentos profissionais com os quais possam melhorar os seus sintomas e comportamentos”, conclui Celso.

 

 

 

 

 

 

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