Para continuar no entorno de Alessandro, resta à Emília tentar a reeleição

Vereadora e vice-líder da oposição na Câmara de Aracaju, Emília Corrêa (Patri) se apresenta como pré-candidata a prefeita de Aracaju desde o dia seguinte ao primeiro turno das eleições 2018, em que obteve pouco mais de 52 mil votos na disputa por uma das 8 vagas de Sergipe na Câmara Federal; 34,8 mil conquistados nas urnas da capital.

Precipitada, a parlamentar desconsiderou haver larga diferença entre a escolha do eleitor numa eleição proporcional de nível federal e a decisão de voto numa eleição majoritária municipal. Assim, julgando-se bem votada em Aracaju, encasquetou com a ideia de disputar a chefia do Executivo Municipal.

Essa leitura equivocada dos dados eleitorais levou Emília a alimentar, desde então, tanto o desejo de ser candidata a prefeita da capital como também, para surfar numa onde que já rebentou, ter o apoio do senador Alessandro Vieira (Cidadania) e daqueles que o acompanham politicamente.

Emília acreditou ter popularidade suficiente entre o eleitorado aracajuano a ponto de ser ‘a mais cotada nas pesquisas de opinião’ para receber o apoio do entorno de Alessandro, como seria o modo de escolha do candidato do grupo segundo o discurso do senador; até o dia do ato de filiação de Danielle Garcia ao Cidadania.

Como restou evidenciado que a delegada será a candidata à prefeita pelo partido de Alessandro, Emília vai fingir que não entendeu o recado e esticar a corda/candidatura até o limite do constrangimento, quando então, para continuar no entorno de Alessandro e não se isolar, com já aconteceu com o deputado Rodrigo Valadares (PTB/PSL), terá de recuar e sair em busca da reeleição.

Nesse contexto, para não ficar sem mandato a partir de fevereiro de 2021, Emília vai precisar suar a camisa e ir muito além do discurso vazio que apresenta no Plenário da Câmara, espaço que ela utiliza, aliás, como palanque de campanha eleitoral antecipada. Isso porque, em seu histórico em disputa para a Câmara de Aracaju, Emília não causa inveja a ninguém.

Em 2012, quando disputou a primeira eleição, Emília teve apenas 3.952 votos, ou 1,2% dos votos válidos. Não foi eleita, mas, devido a um acordo político daqueles que o senador Alessandro diz rejeitar, Emília assumiu o mandato por quase um ano, quando ocupou a vaga do então aliado Josenito Vitale (Nitinho), atual presidente da Casa.

Pelo acordo que lhe fez vereadora em 2013, Emília virou as costas ao funcionalismo público municipal, cujo salário não tinha data para ser pago, e foi às ruas em 2016 pedir junto aos responsáveis pela má gestão do governo municipal, pelo qual trabalhou para que tivesse continuidade. Ao abrir as urnas, embora eleita – pelo coeficiente eleitoral que tanto criticou em 2018 -, teve 300 votos a menos que quatro anos antes.

E é por considerar o que Emília fez no verão passado e pelo fraco desempenho dela nas duas últimas eleições municipais que Alessandro não a ungirá como a candidata do agrupamento ao cargo de prefeita da capital.

Feito banho de água fria na vereadora, o senador vai apostar as mirradas fichas que possui em Danielle Garcia, pois acredita que esta melhor se adéqua ao figurino do candidato imaculado, que reflita sua imagem e semelhança, e ao discurso batido e enfadonho de “combate à corrupção e caça aos bandidos”.

Por Benedito dos Santos

 

 

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