Prefeitura de Aracaju alerta e conscientiza sobre o risco do consumo de álcool na gravidez

A Síndrome Alcoólica Fetal (SAF) é uma das causas de retardo mental e de anomalias congênitas não hereditárias, e representa grave problema de saúde pública. Por isso, a Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), destaca a importância da conscientização para o risco do consumo de álcool na gestação.
O dia 9 de setembro é uma data mundialmente destinada à prevenção desta síndrome, que é caracterizada por malformações faciais e em outros órgãos, microcefalia, retardo mental e distúrbios comportamentais, comprometendo o desempenho do indivíduo afetado.
De acordo com a médica da coordenação clínica da Saúde de Aracaju, Acácia Seixas, a ingestão de álcool durante a gestação pode causar abortamento, natimortalidade, além de uma enorme variedade de deficiências fetais, conhecidas como Desordens de Espectro Alcoólico Fetal.
“Crianças atingidas podem apresentar desde anomalias congênitas, presentes já ao nascimento; como alterações neurológicas, detectáveis mais tardiamente, na idade escolar. Essas alterações, de acordo com a médica, se caracterizam principalmente por deficiências em relação ao aprendizado. Não há nenhum tratamento curativo para esta doença, apenas de suporte. Por isso, o único caminho que recomendamos é o da prevenção. Portanto, mulheres com vida sexual ativa, caso suspeitem que estejam grávidas, não devem ingeriu bebida alcoólica”, explica.
Recomendações
Durante a gravidez, é recomendado que a gestante não ingira nenhuma quantidade de álcool, porque a ciência ainda não descobriu se há alguma quantidade segura para consumo durante a gestação. O que se sabe é que qualquer quantidade de álcool em qualquer momento da gestação pode atingir o feto e causar a Síndrome Alcoólica Fetal, completa ou parcial.
“O álcool passa facilmente pela placenta e atinge o feto, podendo causar várias lesões, principalmente, no sistema nervoso central. A síndrome pode ser completa ou parcial. Quando é completa, ela se manifesta em defeitos na face, então o bebê apresenta lábios finos, pálpebras pequenas, a face dele pode ser reconhecida já no nascimento. Por isso, é de extrema importância que a gestante suspenda o uso de álcool durante a gravidez para não expor o feto a riscos”, enfatiza.
Sintomas
Se o bebê não apresenta essas características já ao nascer, ele poderá, posteriormente, manifestar sintomas que aparecem, em geral, na idade escolar. Ou seja, a criança não vai bem na escola, tem problemas no aprendizado ou ainda apresenta distúrbios de comportamento.
“Como a doença não tem cura, o que existe é tratamento de apoio, com equipe multiprofissional, com psicólogos, terapeutas ocupacionais e psiquiatras. O Ministério da Saúde informa que as equipes da Rede de Atenção Primaria à Saúde estão orientadas a perguntar sobre o consumo de álcool das gestantes e recomendar a não ingestão de bebidas alcoólicas no pré-natal, que é ofertado para as gestantes nas Unidades Básicas de Saúde”, explica a médica.

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