Prefeitura de Aracaju promove mergulho na história do xaxado a partir de oficina da Escola de Artes

As atividades culturais no formato presencial, aos poucos, começam a ser retomadas na capital sergipana. Assegurando os devidos os cuidados sanitários, como uso de máscara, oferta de álcool em gel e aferição de temperatura, a Prefeitura de Aracaju, por intermédio da Fundação Cultural Cidade de Aracaju (Funcaju), tem promovido o retorno do calendário de oficinas na Escola de Artes Valdice Teles.

Nesta semana, a unidade cultural promove a oficina de dança ‘Xaxado Xerém’, ministrada pelo quadrilheiro há mais de 40 anos e professor pós-graduado em arte em educação e mestrando em culturas populares, Elói Filho.

Promovendo um mergulho na história do xaxado, na sua origem e na relação com o cangaço, a turma do professor Elói reúne 20 alunos que se inscreveram e passaram por seleção em junho deste ano para preenchimento do calendário de atividades da Escola.

“É uma oficina que faz um trabalho importante no corpo, no equilíbrio, na postura, imergindo na vivência e linguagem corporal do xaxado. Estamos desenvolvendo alguns movimentos, criações, composições coreográficas, interpretações, com a intenção de proporcionar aos alunos uma formação de multiplicadores desse universo junino”, detalha o professor.

O curso inclui o conhecimento de movimentos importantes do xaxado, como o ‘Corte de Jaca’, ‘Caçarolinha’, ‘Marcação’, ‘Deslocamento’, ‘Arrastão’, ‘Puladinho’, ‘Passada do Vitorioso’, ‘Rodeio’, entre outros. O perfil da turma engloba profissionais da dança, universitários, quadrilheiros, professores de arte e idosos entusiastas da história do xaxado. Na proposta pedagógica, ao final do curso, nesta sexta-feira, 6, a turma montará uma coreografia em formato de apresentação.

Genuinamente nordestino, o xaxado respira a essência do sertanejo e na história do cangaço simboliza momentos de vitórias. “Xaxado é uma dança da cultura popular, mas que não interage só com a dança, temos que entender esse corpo-território do aluno que vai dançar o xaxado. A plasticidade, postura, levando todo esse processo de coordenação motora. Todo mundo tem condições de dançar xaxado”, reforça o professor Elói.

Escola Valdice Teles
Parte dos cursos ofertados pela Escola de Artes Valdice Teles é oriunda dos projetos executados pela Funcaju com recursos da Lei Aldir Blanc. Na aplicação dos recursos, Aracaju se tornou referência nacional ao conseguir aplicar 99% do montante destinado pelo Governo Federal para os segmentos culturais.

“Nós cumprimos o objetivo principal da Lei, que foi levar o fomento aos artistas e produtores culturais afetados pelas consequências da pandemia e, ao mesmo tempo, fizemos da execução da LAB um instrumento de política cultural de uma forma jamais vista no município de Aracaju”, destaca o presidente da Funcaju, Luciano Correia.

Para Elói Filho, o projeto socorreu da melhor maneira as cadeias de produções artísticas no momento de maior dificuldade para o setor. “Essa Lei veio como um adendo para as angústias que a gente vinha sentindo. Dois anos parados praticamente, sem dançar quadrilha, sem nenhum tipo de expressão em função da pandemia. O auxílio da lei para quem trabalha na área cultural permitiu a gente transcender o nosso processo de trabalho, de funcionamento. Essa retomada dá um alívio fora do comum, porque se continua parado por mais tempo, não sei como seria. A cultura é nossa identidade, é história, é patrimônio, é vida. Povo sem cultura, é povo sem identidade”, avalia o professor.

 

 

 

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