Professores de Sergipe, Mato Grosso do Sul e Bahia socializam boas práticas em Educação e Diversidade Étnica

Professores de Sergipe, Mato Grosso do Sul e Bahia socializam boas práticas em Educação e Diversidade Étnica

Balizada nas Leis nº 10.639/03 e 11.645/08, dentro da temática da história afro-brasileira e indígena, a Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura (Seduc), por  meio do Departamento de Educação/Serviço de Educação do Campo e Diversidade (DED/Secad), em parceria com os residentes em Gestão Pública com foco em Educação da Vetor Brasil, deu o pontapé inicial nas oficinas de Boas Práticas em Diversidade Étnica, nesta terça-feira, 27, via conferência remota. Na ocasião, professores de Sergipe, Bahia e Mato Grosso do Sul socializaram ações exitosas em suas comunidades escolares.

 

A exposição dos projetos visa a inspirar os educadores sergipanos e de outros estados acerca das possibilidades educacionais em torno da temática. Ao iniciar o encontro virtual, a diretora do DED, professora Ana Lúcia Lima, ressaltou o esforço incansável dos professores da rede pública estadual em se reinventarem em suas práticas; para tanto, o compartilhamento de ações abrirá ainda mais os horizontes desses profissionais. “Mais uma vez parabenizamos a iniciativa dos residentes em Gestão Pública da Vetor Brasil em contribuir para a integração entre as redes, que, juntamente com o Secad e nossas escolas, oportunizam a socialização de experiências”.

 

De acordo com a coordenadora do Secad, Acácia Daniel, cada projeto representa uma comunidade escolar que busca na sua integralidade promover, na rua rotina, iniciativas que trazem debates importantes para o âmbito estudantil. Ela ainda pontua: “O evento será um espaço importante, não apenas para troca de boas práticas, mas também de mão na massa. Afinal, a diversidade não pode estar em pauta nas escolas somente na semana da consciência negra. Queremos apoiar as escolas sergipanas na elaboração de projetos que possam mobilizar os professores a promoverem a diversidade em todos os dias do ano”.

 

Experiências

 

O professor Izadir Oliveira, da Escola Estadual Joaquim Murtinho, em Campo Grande/MS, iniciou o encontro trazendo sua experiência com o projeto Diversidade Étnico-Racial e Cultural, do qual ele é coordenador. Na sua fala, o educador apresentou as premissas da ação que ocorre durante todo o ano letivo, além de um guia para para que outros professores pudessem seguir, caso se interessassem pela prática. Para ele, o tema deve ser debatido de forma constante no espaço escolar, independentemente de datas comemorativas, como acontece habitualmente. “Nosso objetivo é superar os limites do currículo e da rotina escolar, atentando-se para a diversidade e também para a individualidade”, frisou, destacando que o projeto visa a ampliar o conhecimento, partindo da realidade dos alunos, valorizando o referencial da sua cultura, relação familiar, espiritualidade, entre outros.

 

Representando Sergipe, a professora Magna Elisia dos Santos Santana, que é gestora da Escola Estadual Professor Diomedes Santos da Silva, situada no município de Nossa Senhora do Socorro, explanou sobre o projeto de sua comunidade. O objetivo da ação, que também é permanente no calendário do ano letivo, é combater o preconceito racial dentro e fora do ambiente escolar, fazendo com que o aluno conheça e respeite a diversidade. “Dentre as atividades, a gente realiza leitura de poemas sobre a história do negro, apresentações com base nessas leituras, com teatro e dança, processo que ainda é estruturado na valorização da identidade, como a aceitação do cabelo e cor da pele”, disse ela. “Trata-se de um assunto que a gente discute o ano inteiro dentro da unidade escolar e que tem o seu ponto mais alto no mês da Semana da Consciência Negra”, completou.

 

Trazendo seu relato da Bahia, o professor Luís Carlos Borges da Silva, do Colégio Estadual Professor Edgar Santos, que se localiza no município de Governador Mangabeira, começou sua fala apresentando o histórico do projeto Ensino de História e Cultura Afro-brasileira e Africana no Brasil, em atividade de 2014 a 2019. Nesse período, a iniciativa gerou resultados significativos para a comunidade escolar, como o livro intitulado Uma Conversa com a África e projetos de Consciência Negra, com a aplicação de questionários, entrevistas com personalidades da cidade, movimento de empoderamento feminino negro, entre outras ações que envolveram os alunos dos terceiros anos do ensino médio e da Educação de Jovens e Adultos (EJA). “Tudo isso foi feito com o esforço e criatividade dos estudantes que se mostram muito entusiasmados ao abraçar cada proposta que viabiliza esse projeto”, afirmou.

 

Na próxima semana, precisamente na terça-feira, 4, a oficina Boas Práticas Diversidade Étnica retorna com uma live no YouTube da Educação Sergipe: www.youtube.com/educacaosergipe, às 15h, um momento mais prático em que os participantes irão elaborar um projeto. A professora Camila de Araújo Lopes, residente em Gestão Pública da Vetor Brasil que atua na Seduc, explica que o objetivo do encontro é incentivar a elaboração de projetos que visem a implementar as leis na realidade de cada escola, inspirados na oficina anterior e alinhados à temática étnico-racial, fundamentada nas Leis n° 10.639/03 e 11.645/08, dentro da temática das histórias afro-brasileira e indígena na realidade das escolas de Sergipe.

Assessoria de Comunicação da SEDUC – ASCOM

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