Psicólogas da MNSL falam sobre direitos e deveres nos 30 anos do ECA

As psicólogas do Atendimento a Vítimas de Violência Sexual da Maternidade Nossa Senhora de Lourdes, Camila Sousa de Almeida e Ana Almeida Costa em alusão ao 13 de Julho, quando se comemora 30 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente atentam   para os benefícios do ECA para a  conscientização da sociedade a respeito dos direitos da criança e adolescente.

Elas falam da responsabilidade de todos para a garantia desses direitos. “A ideia sobre as crianças e adolescentes existente na época do Código de Menor, que generaliza crianças e adolescentes que não possuíam lar ou família e estavam à margem, ainda precisa ser combatida. Com o ECA, cada criança e adolescente passou a ser visto enquanto ser individual com todas suas peculiaridades referentes a sua idade e vivência sócio-econômica” diz Camila

Ela ressalta que é preciso trazer cada vez mais informações para a sociedade sobre os direitos da criança e sobre as violações que existem. “O ECA trouxe essa discussão à tona e hoje vemos que as próprias crianças e adolescentes às vezes, conhecendo esses direitos, são os que lutam por si mesmos, pedindo ajuda na escola, conselho tutelar, ou a alguém de sua confiança, porque, infelizmente, as violências contra esse público são em grande maioria cometidas por familiares”, explica Ana Almeida.

Camila atenta que na MNSL, as crianças e adolescentes vítimas de violência sexual recebem acompanhamento médico, em média por seis meses, e psicológico por tempo indeterminado.

A psicóloga observa que o ECA afirma que todo cidadão que tiver conhecimento sobre crianças sofrendo violência, deve denunciar.  “Quando se trata da criança ou do adolescente  sofrendo abuso, o adulto tem obrigação de denunciar. Caso a comunicação não seja realizada e as investigações apontarem que a pessoa omitiu os fatos, essa, por sua vez, será também incriminada”, conclui a psicóloga.

A MNSL presta o atendimento humanizado realizado através de uma equipe multidisciplinar  a vítimas de violência sexual, fazendo  diferencial ético, de cidadania, atenção e cuidado da assistência direta prestada na maternidade. “É importante que a vítima procure atendimento nas primeiras 72h, mesmo que não tenha passado pela delegacia. Nesse prazo, conseguimos realizar todas as medidas preventivas para evitar as doenças sexualmente transmissíveis, aqui na MNSL, damos a pílula do dia seguinte, o coquetel retroviral do HIV e das hepatites”, disse Camila.

 

 

 

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