Senadora Maria do Carmo completa 80 anos e diz ter consciência de dever cumprido

Maria é única mulher brasileira o ocupar, por três vezes consecutivas, um mandato no Senado   

Ao completar 80 anos de idade hoje (23), a senadora Maria do Carmo Alves (DEM) diz se considerar muito feliz e agradecida à Deus, à família e ao povo de Sergipe por terem lhe ajudado a construir a sua caminhada. “O que mais posso desejar!? Só agradeço por tudo o que Deus me permitiu até aqui. E grata permanecerei até o fim dos meus dias”, disse a Maria, única brasileira a ocupar um mandato de senadora por três vezes consecutivas e única sergipana a ocupar tal função.

Para ela, a caminhada próspera é fruto de muito trabalho e abnegação. “Fazer política de forma séria, comprometida com o bem comum não é tarefa fácil. Em toda a minha vida, seja como primeira-dama ao lado do meu saudoso João, seja como secretária ou como senadora, nunca me esquivei do trabalho. Nunca fui de gabinete. Sempre gostei de estar nas ruas, em campo, ouvindo os reclamos e sentindo a dor do meu povo. Assim, o meu trabalho se tornava mais leve, pois sabia exatamente o que os sergipanos necessitados sentiam”, afirmou Maria do Carmo, considerada “a mãe dos pobres”.

 

ATUAÇÃO – Ao todo, ao longo dos mandatos, Maria do Carmo Alves apresentou mais de 500 proposituras. Nós trabalhamos muito, mas às vezes, temos a sensação de que as coisas não andam no ritmo de que gostaríamos. Tem todo um processo de tramitação que leva tempo e isso nos dá um verdadeiro banho de água fria”, revelou, acrescentando que o cuidado faz parte para que tudo saia dentro das legalidade e segurança.

Ela se considera honrada por estar no Senado representando o povo sergipano e, porque não dizer, o povo brasileiro. “Depois do presidente da República, o cargo mais alto da Nação é o de senador”, enfatizou.  Através do mandato, lembrou a senadora, tem sido possível fazer projetos que beneficiem o Brasil inteiro e outros a Sergipe, em especial.

Maria lembrou que em seu primeiro mandato, apresentou uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), determinando que as mães adotantes tivessem o mesmo benefício de licença-maternidade que as mães biológicas. “Esse foi um projeto de grande visibilidade por reconhecer a importância da mãe adotante, cujo gesto é digno de aplausos e precisa ser estimulado”, afirmou.

Outro projeto destacado por ela e que teve grande repercussão, foi o que obriga o Estado brasileiro a fornecer dispositivos de proteção, do tipo botão de pânico, para mulheres em situação de violência doméstica que estejam em situação de ameaça e vulnerabilidade. “Outra iniciativa do nosso mandato que, para mim, tem um peso social fantástico, é a que proíbe o uso de algemas presas grávidas, que estejam em trabalho de parto. A nossa propositura assegura, também, que seja observada a saúde da mãe e do bebê”, contou.

Outra matéria que a senadora considera ter tido um importante alcance social, é o que reserva um percentual de participação obrigatória para as mulheres nos Conselhos de Administração de empresas públicas e de sociedades de economia mista. “Ela teve uma ampla repercussão nacional e consideramos importantíssimo que o Estado esteja abraçando essa causa e estimulando a iniciativa privada, também, a adotá-la”, disse.

Maria observou que a ocupação dos espaços de poder pela mulher é fundamental, não só pela garantia de igualdade e representatividade entre os sexos, mas também para que se faça justiça ao grande investimento pessoal que a mulher faz em formação.

Outra proposta que beneficia as mulheres é o Projeto de Lei do Senado que torna política de Estado o incentivo à participação da mulher nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática. A proposta inclui a previsão desse incentivo na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Brasileira (LDB – Lei 9.394, de 1996) e na Lei de Inovação Tecnológica (Lei 10.973, de 2004).

 Além disso, a senadora participa, desde que chegou ao Senado, de Comissões temáticas importantes, como a de Educação e de Assuntos Sociais. “É nas Comissões onde as discussões acontecem de forma mais aprofundada”, disse Maria, que, também, abraça pautas relevantes, como a das Doenças Raras. “Essa é uma questão muito sensível, pois temos uma grande comunidade sofrendo com doenças raras e que enfrentam sérias dificuldades para ter acesso, desde o atendimento até o medicamento”, disse.

 

 

 

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