Série de lives comemorativas ao centenário de Paulo Freire inicia com debate sobre formação inicial e continuada de professores

Na abertura do encontro virtual, a professora Simone Paixão leu recortes do livro Pedagogia da Indignação para iniciar a reflexão sobre o tema da live e destacou a importância de Paulo Freire. “Vivemos um momento de grandes desafios, principalmente na educação pública. Poder refletir sobre isso lendo e debatendo Paulo Freire é, no mínimo, digno e esperançoso. Ele é um dos educadores mais reconhecidos a nível mundial, que em 2012 foi declarado Patrono da Educação Brasileira. Nos dias atuais, nos apropriarmos da abordagem freireana se faz urgentemente necessário, pois seus escritos propõem a emancipação humana e nos permitem nos enxergarmos como sujeitos da nossa própria história, capazes de mudar o mundo”, declarou.

A palestrante Andréia Nunes Militão, em sua fala, utilizou de diversos textos de livros de Paulo Freire para contribuir com o debate. Em um deles, Freire destacou se situar entre os educadores e educadoras progressistas do Brasil, hoje, “significa trabalhar em favor da escola pública, em favor da melhoria dos seus padrões de ensino, em defesa da dignidade dos docentes e da sua formação permanente”. Diante dessa passagem da obra do Patrono da Educação Brasileira, a professora Andréia Militão marcou o seu posicionamento. “Com esta citação eu me posiciono a favor da escola pública, a favor dos trabalhadores e trabalhadoras da educação, e pela garantia da dignidade do exercício dessa profissão tão cara e necessária”, disse.

Ao falar da formação inicial e continuada dos professores, tema principal do debate, a professora Andréia Militão afirmou que isso não pode ser desvinculado de outros elementos que vão compor a valorização dos profissionais da educação. Ela utilizou algumas obras de autoria de Paulo Freire para embasar a sua fala, como “Educação na Cidade”, “Professora Sim, Tia Não”, Medo e Ousadia”, “Pedagogia da Autonomia”, entre outras.

Na vasta gama de assuntos abordados pela palestrante, ela afirmou também que “Paulo Freire defendia uma escola pública popular, eficaz, democrática e alegre, com professores e professoras bem pagos, bem formados e em permanente formação”.

Programação

No dia 9 de abril, às 15h, o tema será “Leitura e escrita: desafios para a escola pública da atualidade”, com o palestrante Wagner Rodrigues Silva, da Universidade Federal do Tocantins (UFT). A mediação ficará por conta do professor Sidiney Menezes Gerônimo. Em 19 de abril, às 15h, as discussões serão em torno do tema “A atualidade do pensamento pedagógico transformador do educador brasileiro mais conhecido do mundo”. O convidado será Luiz Alberto de Alcântara, da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), com a mediação do professor Marcelo Domingos.

O tema “Paulo Freire: diálogos de esperança e saberes restaurativos” será debatido durante o encontro do dia 28 de abril, às 15h, com a colaboração do palestrante Arthur Mecci, da Universidade Federal de Viçosa (UFV) e da mediadora Adriane Damascena. No dia 3 de maio, às 15h, o tema sugerido será “O ato de educar que implica uma atitude ética”, e terá a presença do pesquisador Valdir Borges, da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), e a mediação da professora Cleciane Santos Alves.

Para o segundo semestre foram reservados três encontros: em 9 de junho, às 15h, a pesquisadora local Joelma Carvalho Vilar, da Universidade Federal de Sergipe (UFS), falará sobre o tema “Leituras freireanas: diálogos que permanecem”, e terá como mediadora a professora Meire Ferreira da Silva. No dia 12 de agosto, às 10h, o tema tratado será “Paulo Freire em tempos de esperança”, com a participação de Alder Júlio Ferreira Calado, da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Caruaru (FAFICA/UFPB), e a mediação do professor Carlos Alexandre Aragão. Por fim, no dia 15 de setembro, às 15h, na mesma semana de aniversário do educador Paulo Freire, os participantes irão refletir sobre o tema “Paulo Freire entre o passado e o futuro”, com o pesquisador local Christian Lindberg Lopes do Nascimento, da Universidade Federal de Sergipe (UFS), e o mediador e professor Jonas José de Matos Neto.

 

Assessoria de Comunicação da SEDUC – ASCOM

 

 

 

 

 

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