SERVIDORES DO IBGE ALERTAM PARA OS RISCOS DOS CORTES NOS RECURSOS DO ORÇAMENTO DO CENSO 2020

Nesta quinta,23, em entrevista concedida aos jornalistas Magna Santana e Narcizo Machado em uma emissora de radio da capital sergipana, o coordenador da Associação do Servidores do IBGE – Sindicato Nacional (ASSIBGE), regional em Sergipe Elvis Vitoriano, manifestou a preocupação dos servidores com a realização da maior pesquisa demográfica do pais, que ocorre de dez em dez anos.

O sindicalista destacou que um corte as vésperas da realização da pesquisa compromete a qualidade da coleta das informações e pode prejudicar as séries históricas de informações coletadas ao longo das últimas décadas. “Nosso Censo é baratíssimo quando comparado com outros países como os Estados Unidos que gastou em 2010 o equivalente a 73 reais por habitante, o nosso aqui no Brasil equivale a R$ 15,00 por pessoa recenseada, mesmo aplicando mais questionários”, ressaltou.

O esforço do governo para cortar os custos do Censo Demográfico de 2020 gerou uma crise entre o comando do IBGE e trabalhadores do Instituto, que reclamam ainda de intervenção federal na escolha do economista Ricardo Paes de Barros, que não pertence aos quadros dos servidores concursados do órgão, para propor medidas de economia.

O governo alega que restrições orçamentárias impedem a liberação dos R$ 3,4 bilhões orçados inicialmente. Indicada pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) para presidir o IBGE, Susana Cordeiro Guerra que também não integra o quadro de funcionários efetivo do órgão,  já determinou um corte de 25% no valor original.

Elvis destaca que: “Censo não se muda na véspera, nenhum país faz isso. O planejamento leva de três a cinco anos, haviam diretores que já estavam discutindo o planejamento e por discordarem dos cortes foram afastados pela atual direção do instituto que tomou posse em fevereiro”. O coordenador afirma “uma gestora que assume em meio ao processo de preparação de execução do censo não pode querer mudar tudo ultima hora sem os estudos técnicos que embasem essa decisão. Se fizer isso, vai dar errado”.

Os dados do Censo servem de base para a distribuição dos recursos do Fundo de Participação dos Municípios – FPM, verbas para a educação como o FUNDEB. São utilizados também para subsidiar a construção de creches, escolas, postos de saúde, conjuntos habitacionais, para determinar quantidade de vacinas. Muitas prefeituras usam os dados do IBGE para elaborar projetos para captação de recursos em instituição financeiras nacionais e internacionais para orientar os planejamentos na área de saneamento básico, planejamento urbano, entre outros.

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Com informações da ASCOM da ASSIBGE/SE

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