Setembro Amarelo: Prefeitura de Aracaju garante acolhimento e ações de prevenção do suicídio

Durante o Setembro Amarelo, mês que marca a campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio, a Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), reforça o alerta sobre a importância do acolhimento e da notificação para o desenvolvimento de ações de prevenção e linhas de cuidado, visto que é uma realidade que atinge fortemente a população, envolvendo diversos fatores que afetam diretamente a saúde mental.
Neste sentido, a Secretaria Municipal da Saúde desenvolve ações ao longo de todo o ano e para facilitar o acesso aos serviços de saúde mental, a pasta oferta atendimentos psicológicos em diversos níveis no âmbito da Rede de Atenção Psicossocial (Reaps), cujo acesso começa a partir das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e alcança até mesmo atendimento remoto, para dar conta da demanda decorrente da crise sanitária que tem afetado o emocional da população.
De acordo com a coordenadora da Reaps, Chenya Coutinho, o acesso a consultas em psicologia presencial ambulatorial devem ser a partir das unidades, ou seja, o usuário precisa ser referenciado e encaminhado através da UBS mais próxima da sua casa. Hoje, são 11 unidades de saúde que ofertam atendimento com psicólogos.
“Algumas unidades básicas de saúde são referência para o atendimento em saúde mental, e umas contam com psicólogos e outras com psicólogos e psiquiatras. Para atendimento por esses profissionais é necessário encaminhamento de um profissional da equipe de Saúde da Família, para inserção na fila de regulação. O setor de regulação fará classificação por ordem de prioridades ou de necessidades de acordo com encaminhamento e situação de saúde da pessoa”, explica Chenya.
Serviço de Apoio Psicológico Remoto
Este serviço funciona através do 0800 729 3534, na opção 2, de forma gratuita e sigilosa, a partir do qual qualquer pessoa pode acessar. No que se refere especificamente à linha de cuidado para os casos de automutilação e tentativa de suicídio, pessoas próximas também podem buscar ajuda e orientações por meio do serviço.
“Pode ser um familiar que não saiba como lidar ou um professor que está com o caso na escola e que também não sabe lidar, ou outra pessoa, que está com ideias recorrentes. O serviço psicológico não é psicoterapia, mas atua como escuta qualificada e também como um acompanhamento para os casos de tentativa de suicídio. Acompanhamos também pelo serviço de apoio psicológico os casos de notificação recebidos pelo Núcleo de Prevenção de Violências e Acidentes (Nupeva). E além desse serviço, essas notificações já vinham sendo encaminhadas para acompanhamento pelos Caps”, enfatiza Chenya.
Caps
Os casos crônicos, que necessitam de um tratamento mais aprofundado, são atendidos em seis Centros de Atenção Psicossocial (Caps), unidades que contam com equipes multiprofissionais compostas de psiquiatras, psicólogos, terapeutas ocupacionais, psicopedagogos, educadores físicos, entre outros profissionais.
Dos seis Caps disponibilizados pela Reaps, cinco funcionam em regime de plantão 24 horas por dia, categorizados como tipo 3, e um em horário comercial, de segunda a sexta-feira, se enquadrando no tipo 2. Quatro destes Caps atendem pessoas em sofrimento psíquico e transtorno mental e dois atendem casos decorrentes do uso abusivo de álcool e outras drogas. Para os casos de surtos e urgências psiquiátricas, a Prefeitura de Aracaju contratou o serviço de urgência mental do Hospital São José.
Dados e notificações
Na capital, além dos profissionais de saúde, o serviço assistencial que prestar o primeiro atendimento ao paciente também deve fazer essa notificação, em até 24 horas, pelo meio mais rápido disponível. Este ano, foram notificados, em Aracaju, 114 casos de tentativa e 10 óbitos por suicídio.
“É fundamental que eles promovam todo o cuidado necessário, que vai desde o acolhimento e diagnóstico do caso, até a notificação e encaminhamentos necessários para um acompanhamento multidisciplinar qualificado e humanizado. No âmbito municipal, essa tomada rápida de decisão se dá logo após a notificação, com o encaminhamento e vinculação do paciente aos serviços de atenção psicossocial, de modo a prevenir que um caso de tentativa de suicídio se concretize ou que existam novas tentativas, pois as estatísticas demonstram um risco elevado de tentativas de suicídio”, ressalta a área técnica do Nupeva, Lidiane Gonçalves.
Visto que a tentativa de suicídio e a automutilação são agravos de notificação compulsória imediata no SINAN/VIVA (Sistema de Informação de Agravos de Notificação/Vigilância de Violências e Acidentes), mediante os casos suspeitos ou confirmados, realizada por todo e qualquer profissional de saúde das unidades básicas de saúde, centro de especialidades, Centro de Atenção Psicossocial ou unidades hospitalares (públicas ou particulares) que acolhem esse paciente, é essencial contar com a atuação desses profissionais, que precisam estar atentos aos sinais.
“O SINAN/VIVA caracteriza-se como um instrumento epidemiológico disparador de cuidado, importante para os dados estatísticos dos casos, dando visibilidade ao problema, que é de saúde pública e permitindo conhecer a magnitude do problema, principal local de ocorrência, motivação da violência, faixa etária, bairro, sexo, além de ser elemento-chave para atenção integral a essas pessoas em situação de violência”, destaca Lidiane.

Notícias de Sergipe

Email: contato@imprensa24h.com.br

Imprensa 24 Horas

Siga nossas redes:

Facebook
Instagram
Twitter

Imprensa 24h

Notícias de Sergipe: Informações com credibilidade são as marcas do Imprensa 24h.

Deixe uma resposta