Superação: jovem sergipano catador de latinhas ingressa em doutorado

Muitos conhecem a fala popular de que o povo brasileiro é guerreiro e, fazendo jus a essa afirmativa, Gênisson Lima de Almeida, de 26 anos, natural de Nossa Senhora Aparecida, mostrou sua brasilidade e batalhou para conseguir transformar sua realidade através dos estudos.

 

Filho de pais analfabetos e que se sustentam por meio da agricultura familiar, o jovem sabia que a única forma de mudar o rumo da sua vida seria a partir do ensino, portanto decidiu trabalhar duro e juntar o dinheiro proveniente dos seus esforços para ingressar no ensino superior.

 

Gênisson fez carrego de feiras e coleta de latinhas de refrigerante e cerveja e custeou sua jornada na Universidade Federal de Sergipe, onde se formou em Geografia Bacharelado em 2015. Mas a graduação não foi suficiente para sua vontade de aprender e ascender socialmente e economicamente, por isso decidiu iniciar o Mestrado em Desenvolvimento e Meio ambiente e, em paralelo, cursar Licenciatura em Geografia.

 

O estudante chegou à conclusão de que deveria dar prioridade ao mestrado, finalizando-o em 2019 e, em seguida, dar continuidade à graduação em Licenciatura Plena em Geografia. Mesmo ainda ativo na sua segunda graduação, ele se arriscou no doutorado e teve aprovação no mesmo ano, iniciando as aulas em março de 2020. Por ainda ser estudante, Gênisson mora em uma kitnet, no Bairro Rosa Elze, em São Cristóvão, próximo à UFS, para facilitar a logística dos estudos durante a semana. Já no final de semana, ele volta para a casa dos seus pais. A recompensa para todo o esforço veio e atualmente ele ministra aula no Colégio Professora Clarice da Silva, em São Cristóvão, como residente pedagógico, devido à licenciatura em Geografia.

 

A residência pedagógica, que iniciou em outubro de 2020, tem duração de 18 meses, portanto, ele precisa conciliar a docência com o doutorado que ainda está em andamento. Gênisson se orgulha da sua realidade atual, mas não esconde todo o percurso árduo que teve que caminhar e compara com os obstáculos enfrentados com a pandemia nos dias de hoje. “Durante minha trajetória de estudos sempre houveram obstáculos. Estes, por sua vez, são normais no decorrer do caminhar que almejamos. Infelizmente, vivemos em uma realidade tão sombria por conta da pandemia do Covid-19, momento este em que tivemos que nos adaptar à nova realidade. Não há sucesso sem a superação dos obstáculos e desafios. Todo esse caminho permeado por conquistas é o testemunho do que internalizamos como sonhos e a cada dia fui desatando os nós e subindo cada degrau”, declara.

 

 

 

 

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