Trabalho da Prefeitura mantém baixo risco para surto de dengue em Aracaju

A capital sergipana inicia o ano com 0,9 no Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa), número que indica baixo risco para o aparecimento de surtos e epidemias de doenças causadas pelo mosquito.

Foi possível alcançar esse resultado devido ao trabalho cotidiano da Prefeitura de Aracaju que, a partir do segundo semestre de 2019, pôs em prática o Plano de Intensificação das Ações de Combate ao transmissor da dengue, zika e chikungunya.

Em janeiro do ano passado, o LIRAa de Aracaju foi de 1,2, índice que subiu para 2,6 em junho do mesmo ano. Dessa forma, com o objetivo de diminuir esse número e evitar epidemias causadas pelo Aedes, a Prefeitura, além de intensificar as ações rotineiras de combate ao mosquito, criou o Plano de Intensificação, no dia 28 de junho

A efetividade desse trabalho intersetorial desenvolvido pela administração municipal pôde ser constatado no resultado do primeiro LIRAa deste ano, apresentado no último dia 17. Apesar de Aracaju manter o baixo risco de infestação, o prefeito Edvaldo Nogueira determinou que o trabalho de combate ao mosquito permaneça intensificado ao longo de todo o ano.

“Estamos em baixo risco, mas, mesmo com essa vitória, nós não podemos parar. Vamos continuar, mesmo porque tem o alerta nacional de que o Nordeste tem possibilidade, a partir do mês de março, de ter um surto de dengue. Nós estamos tomando as medidas preventivas, continuando o trabalho, para que Aracaju, como no ano passado, não tenha surto de dengue”, garante o prefeito.

No primeiro LIRAa de 2020, 24 bairros de Aracaju registraram baixo risco, 19 deles tiveram índice de médio risco e nenhum b apresentou alto risco. Para alcançar esses números, em 2019 foram realizadas quase 920 mil visitas domiciliares, 23.058 ações em terrenos baldios, 8.863 ações em pontos estratégicos. Além disso, de julho a dezembro, 24.388 visitas noturnas foram feitas em 28 bairros de Aracaju, assim como também houve a aplicação de fumacê costal, realizada 174 dias em 37 bairros.

Mesmo com os bons índices apresentados no primeiro levantamento de 2020, o prefeito ressalta a participação da população como algo decisivo para o alcance de um resultado ainda melhor. Isso porque o LIRAa também mostrou um aumento na infestação predial em residências, principalmente em locais como ralos e vasos de plantas.

De acordo com o mais recente LIRAa, mais de 95% dos focos permanecem dentro das residências. Destes, 65% foram encontrados em reservatórios de água e o restante em outros depósitos domiciliares. Por isso, a secretária municipal da Saúde, Waneska Barbosa, enfatiza o cuidado que a população precisa ter no tratamento de água parada em suas casas.

“Já iniciar o ano com o LIRAa de 0,9 significa que é o resultado de um trabalho que a gente vem desenvolvendo desde 2019. Porém, precisamos conscientizar a população, porque tem uma parte desse trabalho que tem que ser dela. Não adianta somente o poder público fazer o que vem fazendo se a comunidade não tiver essa consciência de que ela diariamente tem que fazer o seu trabalho. O que a gente tem percebido é que, após a realização de um mutirão, as pessoas acham que ali está resolvido o problema, mas não está. O problema pode voltar. É essa preocupação que temos, que estamos alertando a comunidade, para que cada um faça seu trabalho em casa”, lembrou a secretária.

É baseado no resultado do LIRAa que as estratégias adotadas pelo Programa Municipal de Controle do Aedes são norteadas. A partir dos dados do primeiro resultado obtido este ano, comprova a eficácia das ações desenvolvidas ao longo de 2019, o que, de acordo com o coordenador do Programa Municipal de Controle ao Aedes, Jeferson Santana, indica que o trabalho deve continuar.

“A gente tem como programação a intensificação de todos aqueles trabalhos que vínhamos realizando. Vimos que todas as ações que nós realizamos se mostraram eficientes e eficazes, então esse trabalho vai continuar, casa a casa, semanalmente. Os mutirões do sábado vão continuar, nós já temos agenda. Os trabalhos noturnos também não irão parar e a aplicação de fumacê costal naquelas áreas que forem indicadas para o controle do mosquito Aedes aegypti. Todas as ações irão continuar, com o intuito de tentar diminuir ainda mais esses números”, ressalta o coordenador.

Este ano, o primeiro mutirão foi realizado dia 10, no bairro Palestina. Além desse, já foram agendados outros cinco: dia 18 de janeiro no bairro Pereira Lobo; dia 25, no Salgado Filho; 1º de fevereiro, no Capucho; dia 8 de fevereiro, no Santa Maria; e dia 15 no bairro Cidade Nova.

Nos mutirões, além da Secretaria Municipal de Saúde, atuam as secretarias municipais da Educação (Semed), da Defesa Social e Cidadania (Semdec), do Meio Ambiente, da Comunicação e da Assistência Social, além das empresas municipais de Serviços Urbanos (Emsurb) e Obras e Urbanização (Emurb), a Guarda Municipal de Aracaju (GMA) e Defesa Civil de Aracaju.

 

 

 

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