Tríduo Preparatório marca início das celebrações pela canonização de Irmã Dulce

Desde a noite da última quinta-feira (10), o município de São Cristóvão vive um momento especial no que diz respeito às questões religiosas e turísticas. Na expectativa pela canonização de Irmã Dulce, que ocorreu no domingo (13), a paróquia Nossa Senhora da Vitória juntamente com a Prefeitura Municipal promoveram o tríduo preparatório até este sábado (12).

“Estamos realizando o tríduo em preparação à canonização. Então são três dias de celebração eucarística, e na santa missa nós reconhecemos a santidade de Irmã Dulce e convidamos as pessoas a refletirem sobre essa santidade, e ao mesmo tempo pedimos que ela derrame suas graças pelos fiéis e por São Cristóvão”, explicou o Frei Cláudio Batista.

Primeira santa brasileira, Dulce teve importante passagem em São Cristóvão. Foi na Cidade Mãe que ela se tornou freira, e segundo o Frei Cláudio, a canonização terá um grande significado para o povo sancristovense. “Ter uma santa brasileira, que viveu em Sergipe, concretamente em São Cristóvão é ter um privilégio. Ela passou um ano e seis meses aqui, mas o tempo que ela passou no convento foi essencial para o amadurecimento da sua vocação. Aquilo que ela trouxe do seio da família eclesial, aqui ela amadureceu, de modo que, consagrando-se na congregação das irmãs missionárias da Imaculada Conceição, começou retornando a Salvador essa grande obra que é conhecida por todos. Para nós sancristovenses, ter Irmã Dulce é uma luz que brilha para todos os fiéis e para todos aqueles que vem conhecer essa cidade”, apontou.

Os encontros preparatórios também tem atraído centenas de fiéis à Igreja do Carmo. Uma destas devotas é a monitora de transporte escolar, Cristina Lima, que vê Irmã Dulce como exemplo a ser seguido. “Ela abdicou dela mesma para viver esse ato de amor, de caridade. Quem conhece um pouco da história de Irmã Dulce se apaixona, porque ela é um exemplo de caridade e de amor. Nós de São Cristóvão estamos muito felizes por ela ter passado por aqui e dizemos que a gruta por onde ela passou é benta. Tenho certeza que com tudo que está acontecendo, muitas pessoas vão se inspirar, e acredito que muitos turistas virão para a cidade para conhecer o lugar onde ela passou”, pontuou.

Quem também destaca essa relevância que Dulce tem para a cidade é a aposentada Teresinha Santos. “Foi aqui em São Cristóvão que ela iniciou sua vida religiosa, então para nós sancristovenses é uma imensa gratidão. Fico feliz em saber que ela andou por esse convento onde nós estamos andando agora”, destacou.

História

Aos 19 anos, Maria Rita se tornou freira, assumindo o nome “irmã Dulce” em homenagem à mãe (Dulce), que havia perdido aos sete anos de idade. Seu pai, Augusto Lopes Pontes, era dentista e professor universitário em Salvador. Irmã Dulce começou a acolher pessoas necessitadas em sua casa aos 13 anos, antes mesmo de se tornar freira. Sua casa, no bairro de Nazaré, se transformou um centro de atendimento para doentes e pessoas em situação de rua, e ficou conhecida como “A Portaria de São Francisco”. Segundo a ONG OSID, Irmã Dulce se formou como professora em 1933, mesmo ano em que entrou para a Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada da Mãe de Deus, na cidade de São Cristóvão.

Após a canonização Irmã Dulce passará a ser invocada por Santa Dulce dos Pobres. O processo de canonização de Irmã Dulce foi o terceiro mais rápido da Igreja Católica.

 

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