Uma frente contra os privilégios

Imaginemos que você, humilde leitor dessa coluna política fosse proprietário de uma empresa.
Uma empresa que possui alguns funcionários que tem direito a 90 dias de férias em um ano,
sem desconto algum do rendimento, sem sofrer nenhum tipo de sanção. Vamos dar um nome
a esses funcionários para exemplificar ainda mais a situação. Vamos chama-lo de Deputado
Estadual de Sergipe, esses indivíduos trabalham 9 meses, mas recebem 13 meses de salário,
em 4 anos de mandato, esses funcionários que foram eleitos por nós, que são pagos por nós e
que deveriam a primazia, servir os eleitores, trabalham apenas 3 anos.
É óbvio que se essa situação ocorresse em uma empresa privada, alguém iria pagar o preço
por tamanha desfaçatez, mas no que se refere à nossa Assembleia Legislativa de Sergipe, me
parece que os louros ficam para um punhado de deputados, enquanto que o ônus é dividido
entre nós, os pagadores de impostos. É praticamente um Robin Hood ao avesso, o Estado
rouba do mais pobre para entregar aos nobres parlamentares do nosso Estado uma cifra que
ultrapassa a casa do milhão. Agora multipliquemos esse valor por 24 deputados que compõem
a nossa Assembleia Legislativa de Sergipe e teremos um número expressivo.
Segundo o portal da transparência, um deputado estadual em Sergipe ganha por volta de 25 mil
reais/mês, valor esse que equivale a quase dois anos de trabalho de um cidadão comum que
receba salário mínimo. Essa simples constatação já acredito ser suficiente para despertar em
você, cidadão Sergipano, uma miríade de sentimentos revoltosos. Todavia, peço licença para
continuar fazendo as contas. Seguindo a média salarial dos deputados citado previamente,
nossa casa Legislativa gasta 600 mil reais/mês apenas com o pagamento de salário dos
deputados. Ao fim de quatro anos, esse valor alcança a cifra de 31 milhões e 200 mil reais.
Mas lembremos que como foi dito no início do texto, nossos deputados trabalham
formalmente apenas três anos da sua legislatura. Portanto, mais de 7 milhões de reais são
pagos a 24 funcionários que não trabalham, que nao produzem e que não trazem retorno algum
a nossa sociedade. Recordemos também a lição primorosa de Margareth
Thactcher, primeira ministra Britânica que em um discurso primoroso explanou de onde vem o
tal dinheiro público.
“Um dos grandes debates do nosso tempo é sobre quando do seu dinheiro deve ser gasto pelo
Estado e com quanto você deve ficar para gastar com sua família. Não nos esqueçamos nunca
desta verdade fundamental: o Estado não tem outra fonte de recursos além do dinheiro que as
pessoas ganham por si próprias. Se o Estado deseja gastar mais, ele só pode fazê-lo tomando
emprestado sua poupança ou cobrando mais tributos, e não adianta pensar que alguém irá
pagar. Esse ‘alguém’ é você. Não existe essa coisa de dinheiro público, existe apenas o dinheiro
dos pagadores de impostos.
Mas voltando ao nosso Estado, nem tudo está perdido. Na semana passada movimentos
sociais, institutos e ONGs se juntaram com o intuito de recolher assinaturas suficientes para
protocolar uma PEC de Iniciativa Popular na Assembleia Legislativa de Sergipe que reduza as
férias dos deputados por quase a metade, de 90 dias para 55 dias. Mas é necessário pouco
mais de 18 mil assinaturas para que essa Proposta de Emenda à Constituição seja aceita e haja
a tramitação na Assembleia Legislativa.
E você pode participar dessa luta pelo fim dos privilégios. Seja assinando o abaixo assinado
ou recolhendo assinaturas em sua própria comunidade. Essa é uma luta de todos os cidadãos Aracajuanos, independente do seu espectro político. Vamos unir forças na construção de
uma nova forma de se fazer política, vamos lembrar aos deputados que eles são nossos
funcionários e que nos devem satisfação, sejam de suas ações ou do dinheiro que recebem.
Para ajudar nessa nobre missão, acompanhe as redes sociais dos movimentos que integram a
Frente Contra os Privilégios e fique sabendo das mobilizações.
MOVA-SE
Hebert Pereira
Instituto Liberal de Sergipe
Prof. Leonardo Lisboa
MBL/SE
Cleber Correia
Rede Bem Querer
Licia Melo
Instituto Brasil 200
Dilermando Junior

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