Valadares Filho autoriza pagamento para ele mesmo com dinheiro público

Mesmo após concluir o mandato de deputado federal, em 31 de janeiro de 2019, o pré-candidato do PSB à prefeitura de Aracaju, Valadares Filho, continuou sendo bancado com dinheiro público até o mês de dezembro.

Na condição de presidente estadual do PSB, Valadares Filho administrou, ao longo ano passado, um montante de quase R$ 1,3 milhão, verba pública do fundo partidário destinada ao diretório do partido em Sergipe.

E, utilizando essa fonte de recurso, o agora pré-candidato a vice-prefeito da chapa encabeçada pela delegada Danielle Garcia (Cidadania) autorizou quatro pagamentos para si próprio, entre os meses de outubro e dezembro do ano passado, que totalizam mais de R$30 mil.

Apenas no último mês de dezembro de 2019, Valadares Filho assinou, como presidente do PSB, dois pagamentos para ele mesmo, cada um com valor de R$7,5 mil.

Sem cerimônias, ao perder o “primeiro emprego”, a cadeira de deputado federal, na qual permaneceu longos 12 anos, Valadares Filho continuou vivendo às custas do dinheiro do contribuinte, agora na condição de presidente de um órgão partidário.

Nunca trabalhou

Na eleição de 2018, quando concorreu, sem sucesso, ao cargo de governador do Estado, Valadares Filho recorreu à Justiça para impedir que seu adversário, o candidato à reeleição Belivaldo Chagas, veiculasse uma propaganda que dizia que ele nunca havia trabalhado.

“Valadares Filho nunca trabalhou na vida. Diz que é novo, mas é deputado há 12 anos. Teve a chance e não fez nada de relevante para Sergipe. Votou a favor de Temer. Entre 2008 e 2009 destinou 5 milhões para festas e nem um centavo para segurança e educação. Será que ele quer mesmo mudar Sergipe?”, diz a inserção publicitária que o então candidato Valadares Filho tentou censurar mas não conseguiu.

O fato ocorreu durante o segundo turno da eleição, quando Valadares Filho já tinha em seu palanque a presença da delegada Danielle Garcia, hoje pré-candidata à prefeitura de Aracaju na chapa em que ele é o pré-candidato a vice. Apesar do pedido da coligação para impedir a veiculação da peça publicitária, o Tribunal Regional Eleitoral não vislumbrou a imputação de fatos inverídicos.

Na decisão, o juiz que relatou a representação destacou que a propaganda veiculada pela coligação de Belivaldo apenas descrevia alguns posicionamentos do parlamentar durante os seus mandatos e que cabia ao eleitor formar juízo de valor a respeito da afirmação de que Valadares Filho nunca trabalhou.

Reprodução autorizada mediante citação da fonte: Imprensa 24h

 

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