Verdades sobre a Mulher Divorciada

Parece que você está lendo um texto do século passado, mas não, em
pleno século XXI a mulher divorciada ainda é assunto, e atravessa caminhos de
calvários, principalmente as divorciadas que não tiveram filhos nos seus
respectivos casamentos. A saúde emocional da mulher divorciada, sem filhos, é
duplamente golpeada por alguns segmentos da sociedade que não percebe que
esta mulher é um ser humano. Vamos tratar nesse texto de duas sobrecargas
emocionais que a mulher divorciada sofre, e algumas vezes independe de classe
social, os ataques do preconceito ainda são ferrenhos e desumanos.

A primeira sobrecarga emocional vem da dissolução do casamento,
com os traumas, perdas financeiras, sentimentais, sociais, pelas quais essa
mulher passa. A depender da conjuntura familiar de origem que essa mulher
venha, ela pode ser lançada a processo de morte gradativa pelos familiares (tudo
isso de forma velada, escondida). Exemplo disso, poderia citar alguns nomes
de celebridades que vivenciaram esse pesadelo por mais de uma geração, e que
tentam nos dias de hoje, romper com esse tabu miserável. As mulheres
divorciadas, sem filhos, que a custo de lágrimas, hoje estão em suas novas
uniões conjugais com uma família constituída (inclusive com filhos gerados da
nova união), em meio a perseguição, discriminação e humilhações sabem bem
cada palavra que escrevo aqui. E esses esposos que acolhem com amor,
compreensão e respeito a vida de uma mulher divorciada, sem filhos, são
honrosos em proteger essa parcela da população feminina que é alvo de
descaso e destruição por alguns que tentam exterminar suas vidas.

A segunda sobrecarga emocional é a do recomeço. A barreira do
preconceito em algumas situações obriga essa mulher a encarar os mais
diversos obstáculos para prosseguir o seu caminho na vida: Os abusos
psicológicos, abusos patrimoniais, de certa forma a marginalização (ou
isolamento). Inclusive a um tempo atrás tive a tristeza de presenciar uma seleção
de empregos que se deixava claro que quem não sabia estar casada, também
não servia para aquela empresa. Saí daquele lugar me perguntando se aquela
gente sabia o valor do ser humano. Então essa é a realidade, é barbaridade
grotesca e inaceitável. Minoria que sofre ataques violentos, mas ainda não é
entendida, oficialmente, como minoria (grupo vulnerável) exposta a riscos e
agressões de pessoas que se opõe à sua existência e sobrevivência. Aproveito
e deixo aqui um apelo às pessoas que são empoderadas financeiramente, que
possam ser luz no caminho de pessoas indefesas. Fico sem palavras quando
vejo alguém tentando provar ao mundo que a mulher em dificuldade financeira
tem que ser pisoteada mesmo, atitudes de pessoas que enojam, que não podem
ver alguém receber um quilo de arroz ou feijão para sobreviver, e já querem
cometer um homicídio de tanta inveja que ficam. No mundo egoísta e capitalista,
o apelo por misericórdia pela vida dos semelhantes, já tem se tornado uma reza,
para quem entende a gravidade do tempo em que estamos vivendo.

Como defensora da vida, encerro aqui esse texto agradecendo a todas as
pessoas que tem sido uma luz na escuridão, seja direta ou indiretamente. Todos
os pacificadores e pessoas que estendem a mão a quem precisa, vocês formam
o Reino de Deus aqui nessa Terra. A toda gente do bem um grande abraço!

Meu nome é Andréa Modesto e estaremos aqui semanalmente
conversando nesta coluna. Me siga no meu canal do You Tube: Andréa Modesto
ou Facebook: www.facebook.com/andrea.liberty.5/saúde-da-alma. Instagram:andrea.liberty.5

 

Andréa Modesto
Assistente Social
Pós Graduanda em Saúde da Familia
Mestranda em Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente
Atua na área da saúde emocional autora do Projeto Saúde
da Alma.
E-mail: anmosa21@gmail.com

 

 

 

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