Vivência afro é realizada no centro histórico de São Cristóvão

Garantir a efetivação do direito à saúde da população negra no Sistema Único de Saúde é uma das prioridades da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra, instituída em 2009 pelo governo federal.

Em São Cristóvão, a rede de saúde do município tem realizado rotineiramente diversas ações nas unidades de saúde que englobam principalmente o combate ao racismo institucional no SUS. Entre elas, rodas de conversa com as equipe de saúde e com a comunidade sobre a saúde da população negra, estimulando os profissionais da saúde a reflexões que envolvam a promoção de uma cultura de paz e antirracista.

Neste contexto, a atividade “Mais prevenção, menos preconceito”, foi realizada nesta sexta-feira (27) no Centro Histórico da cidade, e contou com uma roda de conversa com orientações feitas por profissionais do SUS sobre a saúde da população negra e sobre a saúde integral do homem, em referência à campanha do novembro azul.

A atividade proporcionou uma vivência com danças afro brasileiras e roda de capoeira através do projeto “Saúde é o que interessa”, da secretaria municipal de saúde, que realiza atividades físicas, lúdicas e recreativas todas as manhãs na praça da Matriz, no Centro Histórico.

“Hoje foi um dia especial para mim e todos que vivenciaram esse evento que foi uma junção do mês da consciência negra e o novembro azul, no qual tivemos informações super importantes de conscientização da saúde do homem, comunidade negra e prevenção ao câncer de próstata. A mobilização gerou uma energia radiante com as vivência da dança afro brasileira, a capoeira e o samba de roda, tradições que geram saúde a população”, afirmou Edmilton Oliveira, profissional de educação física responsável pelo projeto “Saude é o que Interessa”.

Segundo Priscila Lírio, coordenadora de saúde da mulher, tais eventos abrem espaços de diálogo com a população. “Pesquisas apontam que mulheres negras possuem o pior acesso e qualidade de atendimento em saúde e enquanto gestão, precisamos ficar atentos às políticas de saúde que oferecemos no município e eventos como esse nos ajudam a produzir políticas públicos mais efetivas”.

 O racismo é reconhecido pelo Ministério da Saúde como Determinante Social das Condições de Saúde, e influencia diretamente nos problemas de saúde da população negra, através de violências simbólicas e falta de assistência à esse público, por exemplo. Neste sentido, segundo Mário Luis, coordenador de saúde bucal da secretaria de saúde do município, é preciso que haja acima de tudo um posicionamento antirracista da sociedade.

“Temos de ser antirracistas, ou seja, precisamos reconhecer as desigualdades e lutar para que isso acabe. A importância de falar sobre a saúde da população negra segue neste sentido: as desigualdades influenciam a saúde dos negros. Poder participar de uma forma ativa na construção de políticas para mudar essas desigualdades é, ao dizer “quero um país democrático”, discutir tudo isso de uma forma positiva e construtiva, ou não teremos uma sociedade com igualdade”, afirmou o coordenador.

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