Voluntariado: exemplo, engajamento, solidariedade

“Depois que você compreende, abraça e se dedica de coração ao trabalho voluntário, você nunca mais será o mesmo”.

Instituído pela Lei Nº 7.352, de 28 de agosto de 1985, o Dia Nacional do Voluntariado é um reconhecimento e destaca o trabalho de pessoas que doam seu tempo, trabalho e talento, espontaneamente e não remunerada para causas de interesse social e comunitário. Apesar do distanciamento social por conta da pandemia, o voluntariado segue ativo, inova nas maneiras de atuar.

O voluntariado chegou para a administradora Elizabeth Bezerra de Melo Moraes, que atua como assistente administrativa do Instituto de Tecnologia e Pesquisa- ITP, como uma herança. Desde muito jovem acompanha os pais nesse tipo de trabalho. Influência do bem que ela pretende passar para os filhos.

“Quando morava em Maceió, a Casa Espírita em que frequentava com meus pais, fazia trabalho assistencial de entrega de sopa e cestas básicas para as famílias carentes da comunidade e eu adorava cortar verduras e separar os alimentos, me sentia muito bem”, lembra.

No Grupo Espírita Samaritano, em Aracaju, Elisabeth é uma das 11 pessoas do grupo de evangelização infantil. Uma atividade que consiste em passar os ensinamentos do Evangelho de Jesus à luz da Doutrina espírita, para crianças e jovens, filhos dos frequentadores da Casa.

“Ao final de cada atividade o sentimento é sempre de paz e dever cumprido. Como experiência, o trabalho voluntário nos torna mais humanos e mais conscientes do nosso papel na sociedade. Se cada um fizer um pouquinho, ajudaremos na construção de um mundo melhor”, enfatiza Elizabeth.

A economista Thyara Figueredo França Merlo, gestora de projetos no ITP, ligado ao Grupo Tiradentes, se tornou voluntária porque sentia a necessidade de ajudar outras pessoas. No círculo de convivência buscou identificar, entre as várias ações possíveis, uma atividade que pudesse se envolver. Até que conheceu o Projeto Arca (@arca.se), da Igreja Ação Resgate Casa de Adoração, que atuava junto a pessoas em situação de rua.

 “Durante um retiro conheci o pastor Roberto que dirige o projeto. Recebi o convite para ir às ruas para servir. De pronto me interessei e pensei: por que não? O fato de as entregas serem feitas à noite era um facilitador, depois do expediente, de qualquer horário de trabalho ou estudo, então era totalmente compatível com a minha atividade”, lembra.

O impacto do primeiro contato com uma realidade nunca vista de tão perto não mudou em nada o desejo de servir.

 “Foi impactante demais. Ao mesmo tempo, decidi que queria fazer isso sempre, todos os dias. O trabalho voluntário envolve mais firmemente, cerca de dez pessoas toda sexta-feira, à noite. Nós fazemos um trabalho de aproximação, de escuta, levamos comida, água, roupas, lençóis e oração. Quando percebemos que temos uma chance de tirar aquela pessoa da condição de rua iniciamos um processo de levantar recurso para alugar um local ou ainda custear passagem para que volte para terra natal. Muitos estão sem documentos, outros ainda viciados em drogas.  Mas apesar de ser uma realidade difícil, nós não desistimos de uma sensibilização realmente voltada para as necessidades do outro, cuidando do aspecto físico, emocional e espiritual também”, afirma.

De acordo com a gestora, para além da realidade perturbadora, preocupante e do impacto das situações terríveis, o fato de não obter resultado positivo a curto prazo, traz a certeza de que são ações precisam ser desenvolvidas.

“Na maioria dos casos, esses indivíduos perderam a sua humanidade e para resgatá-la basta que sejam tratadas, novamente, como pessoas, e não fingir que elas não existem”.

“É interessante como a gente inicia o trabalho voluntário acreditando que vai ajudar o outro, que vai fazer a diferença, mas com o tempo percebemos que essas pessoas estão nos ajudando, revelando nossas necessidades e carências, modificando algo em nós que nem mesmo imaginávamos. Estamos cada vez mais individualistas e o contato com alteridade enriquece o nosso próprio mundo, amplia os nossos horizontes de uma maneira considerável. Sem dúvida, depois que você compreende, abraça e se dedica de coração ao trabalho voluntário, você nunca mais será o mesmo”, completa Thyara.

 Assessoria de Imprensa | ITP

 

 

 

 

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